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Presidente do Eurogrupo diz ser essencial gerir a incerteza

Kyriakos Pierrakakis, falando à margem da reunião do Conselho Europeu, reiterou, ainda, que este “não é um momento de hesitação, é um momento de decisões”.

20 Mar 2026 - 10:24

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Kyriakos Pierrakakis, novo presidente do Eurogrupo

Kyriakos Pierrakakis, novo presidente do Eurogrupo

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, disse nesta quinta-feira que o conflito no Médio Oriente está a gerar “incerteza” na economia europeia, ao nível dos preços da energia e do custo de vida, e vincou que “é essencial gerir a crise”. “Se há uma palavra que define o momento atual, uma palavra que define o aqui e o agora, é a palavra incerteza e tanto a duração da crise como a perturbação que ela implicará irão moldar a magnitude e a natureza da resposta da Europa”, afirmou, em Bruxelas.

Falando à margem da reunião da Conselho Europeu, no âmbito da qual os líderes da União Europeia (UE) participam numa cimeira do euro e discutem os atuais efeitos económicos, o presidente do Eurogrupo acrescentou que “a crise no Médio Oriente e estas consequências já começaram a afetar a vida quotidiana dos cidadãos europeus, em termos do custo da energia, do custo dos bens do dia a dia, mas também do seu sentimento de segurança”. “É inegável que o impacto no comércio, nas cadeias de abastecimento e na pegada económica global são todos elementos que estamos a acompanhar de perto enquanto europeus”, apontou. De acordo com Kyriakos Pierrakakis, “gerir a crise é obviamente essencial”.

O Conselho Europeu, reunido em Bruxelas nesta quinta-feira, discutiu como é que a UE pode conter os impactos económicos da escalada militar no Médio Oriente dados os elevados preços da energia, garantindo também segurança no abastecimento energético.

“No Eurogrupo, temos um objetivo comum e muito claro: reforçar a competitividade da Europa. E vamos fazê-lo eliminando as barreiras que existem entre os Estados-membros da União Europeia e aprofundando o mercado único, mobilizando poupanças inativas para investimentos produtivos, reforçando o papel internacional do euro e fortalecendo a resiliência das nossas economias”, elencou. Kyriakos Pierrakakis reiterou, ainda, que este “não é um momento de hesitação, é um momento de decisões”.

A escalada do conflito no Médio Oriente, região crucial para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está a provocar uma subida acentuada dos preços do petróleo e do gás e a afetar a economia europeia, com impacto direto nas famílias e no poder de compra dos consumidores. É neste contexto – já descrito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, como “dramático e desafiante” – que os líderes da UE estão a discutir medidas para mitigar os impactos imediatos e acelerar a transição energética.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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