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Projeto CleanNote vence concurso “Vamos dar uma segunda vida às notas”
CleanNote vai receber um prémio de 5 mil euros. BdP destaca adesão do público na votação.
29 Dez 2025 - 17:41
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Foto: Unsplash/Christian Dubovan
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Foto: Unsplash/Christian Dubovan
O Banco de Portugal (BdP) revelou, nesta segunda-feira, que o projeto CleanNote, desenvolvido pela AlmaScience, foi o vencedor do concurso “Vamos dar uma segunda vida às notas”, que tem como objetivo “encontrar soluções inovadoras e sustentáveis para a reutilização de notas de euro que já não apresentam qualidade para permanecerem em circulação”.
De acordo com o banco central, o júri atribuiu uma pontuação de 17, à qual acresceram 2 pontos dados pelo público. O BdP sublinha que “a elevada qualidade de todos os projetos finalistas e dos protótipos apresentados foi amplamente reconhecida pelo júri, tornando o processo de seleção particularmente exigente”. A instituição destaca ainda a votação do público, que caracterizou como “expressiva e representativa do interesse nesta iniciativa”.
O projeto vencedor tem como objetivo a reutilização dos resíduos em membranas para fotocatálise, aplicadas na purificação de água e ar, explica o Banco de Portugal. O CleanNote, enquanto vencedor, vai receber um prémio de 5 mil euros.
Em segundo lugar ficou o €coCard, com 13 pontos do júri e 1 do público. Este projeto queria transformar resíduos em materiais funcionais que pudessem ser utilizados para produzir elementos de segurança complexos e de baixo risco de falsificação, relembra o BdP. O terceiro lugar coube à ReNote – com 11 pontos, todos atribuídos pelo júri – que pretendia a transformação dos resíduos em cartões bancários biodegradáveis.
O júri do concurso era composto pela vice-governadora do BdP, Clara Raposo, que também presidia ao mesmo, pela coordenadora de área do Departamento de Emissão e Tesouraria do banco central, Mónica Alexandra Fernandes, pela gestora do Sistema de Gestão Integrado da Valora, Dália Henriques, pelo professor catedrático do Instituto Superior Técnico, Paulo Ferrão, e pelo ‘principal R&D expert’ da Direção de Notas do Banco Central Europeu, Giuseppe Mosele.
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