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Receita de comissões aumenta na banca portuguesa, mas não compensa queda da margem financeira
Os quatro bancos portugueses que já apresentaram resultados reportam mais receitas de comissões, mas a compressão da margem financeira ofusca este avanço.
04 Ago 2026 - 07:14
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Os resultados dos bancos portugueses continuam a ajustar-se a uma realidade de taxas de juro mais baixas, com as margens financeiras a serem comprimidas. A realidade replica-se no panorama europeu, onde, tal como em Portugal, se suaviza a descida com algum crescimento no lado das comissões.
Nos primeiros seis meses do ano, quatro dos maiores bancos nacionais – Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium BCP, Santander Portugal e BPI – reportaram uma receita total com comissões de 1,17 mil milhões, acima dos 999,4 milhões registados um ano antes.
Entre estas instituições, o BPI foi a que mais cresceu, em 8%, arrecadando 163 milhões em comissões. Por outro lado, é também o banco com as receitas mais baixas nesta vertente.
A instituição liderada por João Pedro Oliveira e Costa não aumenta o preço das comissões há quatro anos, segundo sublinhou o próprio na apresentação de resultados. O mesmo acontece com a CGD, como também reforçou o seu CEO, Paulo Macedo.
A CGD subiu 6% para 308 milhões e o Santander Portugal teve um incremento de 5,5% para 259,2 milhões. Já o BCP tem a maior receita de comissões entre todos, de 438 milhões, aumentando 5,8% em relação ao ano anterior.
Apesar do crescimento desta fonte de rendimento, três das quatro instituições bancárias apresentaram uma descida das receitas totais. Apenas escapa o BCP, que, simultaneamente, é o único banco onde a margem financeira também cresce.
O aumento de mais de 170 milhões das comissões não consegue compensar totalmente a queda superior a 240 milhões na margem financeira.
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