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Regulador financeiro de Macau investiga alegada fraude bancária de 22,1 milhões

Denúncia foi feita por deputado de nacionalidade portuguesa da Assembleia Legislativa da região, José Pereira Coutinho

12 Mar 2026 - 13:41

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Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) indicou à Lusa nesta quinta-feira ter iniciado uma investigação a um banco local depois de uma queixa de fraude estimada em 208 milhões de patacas (22,1 milhões de euros). O deputado de Macau José Pereira Coutinho apresentou na terça-feira uma queixa à autoridade financeira, alegando que vários residentes sofreram prejuízos totais superiores a 208 milhões de patacas (22,1 milhões de euros) após a aquisição de produtos financeiros de um banco local.

O deputado de nacionalidade portuguesa da Assembleia Legislativa da região chinesa semi-autónoma, indicou à Lusa estar a “interceder entre as partes” envolvidas, mas que não era “conveniente divulgar publicamente a entidade bancária”.

Em resposta a perguntas da Lusa, o regulador financeiro de Macau indicou atribuir “a maior importância” ao caso e que já tinha iniciado o respetivo processo de investigação.

A entidade acrescentou ter vindo a proceder a uma supervisão rigorosa das operações e gestão das instituições bancárias para assegurar a “solidez da sua gestão de riscos e o cumprimento das normas legais e regulamentares na sua administração”, com o objetivo de salvaguardar os legítimos direitos e interesses dos depositantes e investidores.

Um dos queixosos inclui Jay Chun, presidente da Paradise Entertainment Limited, uma empresa local que produz equipamentos e sistemas eletrónicos de jogo. A Lusa tentou mas não conseguiu contactar o empresário.

“Caso se venha a confirmar práticas irregulares exercidas pelas instituições financeiras, a AMCM, no uso das suas competências, irá adotar as correspondentes medidas de supervisão adequadas”, destacou a entidade.

Em 2025, a polícia de Macau deteve dois dirigentes ligados às sucursais locais do Banco da China e do Banco Industrial e Comercial da China, dois dos maiores bancos chineses, bem como de uma dirigente do Banco Chinês de Macau.

O estatal Banco da China é um dos dois bancos emissores de moeda em Macau, em conjunto com o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas (785.5 milhões de euros) em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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