4 min leitura
Revolut tem primeira luz verde do regulador peruano
A Revolut conseguiu uma licença de organização no Perú, o primeiro passo para a constituição de um banco no país. Empresa reafirma o seu interesse no mercado da América Latina.
01 Abr 2026 - 10:29
4 min leitura
Foto: Jornal PT50/ Mauro Mota
Mais recentes
- Novos depósitos de particulares em fevereiro caíram 1,24 mil milhões
- Santander lança plataforma de ‘trading’ ONeBroker
- 8 consultores do Banco de Portugal custavam 2 milhões por ano
- Santos Pereira: “Fui eu que introduzi a delação que permitiu a abertura do processo do cartel da banca”
- Revolut tem primeira luz verde do regulador peruano
- Banco de Portugal faz 400 inspeções por ano aos intermediários de crédito
Foto: Jornal PT50/ Mauro Mota
A Revolut conseguiu obter uma licença de organização no Perú, o primeiro passo para ser um banco totalmente regulado no país. Esta autorização da Superintendencia de Banca, Seguros y AFP del Perú permite ao banco digital britânico constituir-se formalmente como entidade bancária no país.
Esta é a “primeira fase crítica antes de a empresa ser submetida à inspeção de supervisão necessária para a autorização funcional e para o lançamento operacional pleno”, explica a Revolut em comunicado. O CEO da Revolut Perú, Julien Labrot, considera que “a obtenção da nossa licença de organização é um testemunho do eficiente ambiente regulatório no Perú e da dedicação da nossa equipa em cumprir os mais elevados padrões de conformidade”.
Segundo a Revolut, à medida que esta avança para o estatuto operacional pleno, vai continuar a reforçar a equipa no país, bem como a infraestrutura local, “garantindo que o seu conjunto de serviços é perfeitamente adaptado ao panorama económico peruano”.
A empresa acredita que “a concessão da autorização de organização é o primeiro passo para concretizar o compromisso da Revolut em oferecer um ecossistema financeiro de classe mundial à população dinâmica e cada vez mais digital do Perú”. “Ao garantir esta licença, a Revolut demonstra a sua prontidão operacional e a solidez da sua equipa de liderança local, incumbida de unir a tecnologia global da empresa a uma profunda experiência regional para oferecer ferramentas financeiras mais competitivas, transparentes e de elevado valor”, acrescenta.
Recorde-se que, quando a ‘fintech’ anunciou a entrada no mercado peruano, em janeiro, justificou a decisão precisamente com o objetivo de aproveitar o processo de digitalização que o país atravessa, com os ‘smartphones’ a terem uma penetração de quase 100%, ao mesmo tempo que uma “parte significativa da população adulta continua” sem serviços bancários. “A entrada da Revolut no mercado peruano irá acelerar os objetivos de digitalização, concorrência e inclusão financeira do país”, sublinhou a empresa na altura.
O neobanco destaca que “este movimento solidifica ainda mais a ambiciosa estratégia de expansão da Revolut na América Latina, onde o Perú se junta ao Brasil, México, Colômbia e Argentina como um pilar fundamental de crescimento”. Assim que a subsequente autorização for atribuída, garante, a empresa pretende implementar os produtos e serviços bancários para os consumidores. “Espera-se que a entrada da empresa aumente significativamente a concorrência e promova uma maior inclusão financeira no panorama de pagamentos em constante evolução na região”, nota.
O Perú é o quinto mercado na onda de expansão da Revolut na região. A empresa quer estar em 30 mercados até 2030 e já anunciou um investimento de 11,5 mil milhões nos próximos cinco anos a nível internacional.
Em junho de 2025, foi anunciada a compra do Cetelem Argentina ao BNP Paribas. Em outubro, conseguiu uma licença na Colômbia idêntica à obtida agora no Perú. No México, a empresa já opera como um banco pleno. Ainda nas américas, a empresa candidatou-se a uma licença bancária nos EUA no início de 2026.
Já o maior avanço recente do banco digital deu-se no seu mercado doméstico, o Reino Unido, onde a sua licença bancária completa foi concedida em março.
Mais recentes
- Novos depósitos de particulares em fevereiro caíram 1,24 mil milhões
- Santander lança plataforma de ‘trading’ ONeBroker
- 8 consultores do Banco de Portugal custavam 2 milhões por ano
- Santos Pereira: “Fui eu que introduzi a delação que permitiu a abertura do processo do cartel da banca”
- Revolut tem primeira luz verde do regulador peruano
- Banco de Portugal faz 400 inspeções por ano aos intermediários de crédito