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Sérgio Raposo Frade considera que bancos estão a “lutar com uma mão atada” nos avanços tecnológicos
Entre os riscos elencados sobre a resiliência cibernética dos bancos, a retenção de talento é um ponto fulcral apontado, que o CEO do Crédito Agrícola entende como sendo um problema transversal.
23 Set 2026 - 07:05
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Sérgio Raposo Frade presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto CA
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Sérgio Raposo Frade presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto CA
O CEO do Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade, apontou, nesta terça-feira, vários problemas e riscos no domínio da tecnologia na banca. Raposo Frade defendeu, num painel de uma conferência organizada pelo Banco de Portugal, que os as instituições bancárias precisam de conseguir analisar de forma mais aprofundada as ferramentas que usam, mas que existem muitas restrições.
Estes bloqueios regulatórios fazem com que os bancos estejam a “lutar com uma mão atada atrás das costas”, comparou. O líder do Crédito Agrícola reforçou que as autoridades reguladoras querem uma maior atenção ao risco cibernético e à mitigação dos mesmos, mas argumentou que é necessário avançar mais rápido.
Sérgio Raposo Frade explicou que a resiliência cibernética dos bancos e das empresas era uma competência específica do IT e evoluiu para uma preocupação transversal a todo o sistema bancário e dentro de todos os departamentos de cada instituição. Esta resiliência tem de estar integrada e o regulamento DORA tem feito acelerar esta integração, acrescenta.
O surgimento de novas tecnologias e novos desafios e riscos relacionados com essas mesmas tecnologias exige que os bancos tenham equipas qualificadas para lidar com a questão. Os supervisores alertam para esta necessidade, como, aliás, referiu Silvia Iorgova, FSAP ‘deputy mission chief’ do FMI, também presente no mesmo painel.
Sobre esta questão, o CEO do Crédito Agrícola ilustra que a atração e retenção de talento é um problema da indústria como um todo e não apenas de instituições específicas. Mais ainda, considera que esta dificuldade é um risco a longo prazo e que enquanto não houver simplificação no setor e agilidade, “este problema vai subsistir”.
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