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Paulo Macedo vê resiliência do sistema financeiro português como “consequência positiva” da regulação
O CEO da CGD acredita que a resiliência atual do sistema financeiro e bancário é o resultado de um quadro regulatório e de supervisão forte e que produziu resultados.
22 Set 2026 - 16:14
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Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva CGD | Outlook Semestral CGD julho 2025
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Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva CGD | Outlook Semestral CGD julho 2025
O CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, não considera surpreendente a resiliência do sistema financeiro português, demonstrada nas conclusões do estudo FSAP do FMI, apresentadas nesta terça-feira no Banco de Portugal.
Paulo Macedo considera que estes bons resultados do sistema financeiro, e, acima de tudo, do sistema bancário, são atribuíveis a um quadro de regulação e supervisão mais forte, aliado a um esforço dos acionistas e também das equipas de gestão dos bancos.
No lado da regulação, Macedo destaca os requisitos de capital estabelecidos, que permitem aos bancos manter-se resilientes perante possíveis choques extremos. Mais ainda, o CEO da Caixa destaca que a banca portuguesa vai além e tem ‘buffers’ acima daqueles que são os requeridos pelo supervisor bancário.
Por sua vez, a supervisão é mais “intensa”, defende. Contudo, esta supervisão, sublinha, apoiou os bancos nos últimos anos, desde a crise económica, a vários níveis, como foi o caso da implementação de quadros de governança e da limpeza das folhas de balanço. Paulo Macedo acredita que a resiliência é uma consequência positiva disto e que há situações na banca, como o caso da avaliação de ‘fit and proper’, que se tornaram exemplares e deviam ser seguidas por outras empresas, quer do foro público quer do privado.
Apesar de destacar os resultados positivos da regulação, o líder da Caixa não deixou de apelar a um aligeirar das regras, que, reforça, a Europa está a abraçar e acredita que Portugal devia também ir nesse sentido.
Sobre o progresso da banca nacional, aponta, em tom jocoso, que há dez anos ninguém diria que um banco português alcançava o primeiro lugar nos testes de stress europeus duas vezes. Paulo Macedo acredita que as instituições de crédito portuguesas fizeram o seu “trabalho de casa” e estão prontos para o futuro.
A isto acrescem ainda os valores do NPL, em mínimos históricos, e também a cobertura destes mesmos NPL, que nunca foi tão elevada, realça.
Questionado pela moderadora sobre as vulnerabilidades apontadas pelo FSAP, relativas ao mercado da habitação e à dívida soberana, o CEO da CGD garante que a banca está preparada para choques no mercado imobiliário, precisamente devido à limpeza das suas folhas de balanço.
Ainda sobre o imobiliário, Paulo Macedo acrescentou que a resiliência do mercado laboral é outro fator importante neste campo. Enquanto o desemprego estiver abaixo dos 6%, esta variável funciona como um outro ‘buffer’ para os bancos, defende.
Relativamente à dívida soberana, Paulo Macedo recorda que o estado da dívida soberana portuguesa é muito diferente hoje do que era há dez anos. “Há vulnerabilidades, mas estamos preparados”, remata.
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