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Simulador de carreiras confirma mudanças no mundo dos recursos humanos
Simulador para a área do turismo demonstra que dimensão das empresas tem mais influência na progressão do que a estabilidade contratual dos trabalhadores.
22 Jan 2026 - 12:34
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Foto: KIPT
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Foto: KIPT
Os Recursos Humanos, uma área que tem vindo a tentar mudar a sua nomenclatura nos últimos anos para se centrar mais nas pessoas, tem sofrido várias alterações, que vêm agora a ser confirmadas através de um simulador de carreiras, para o turismo, criado pelo KIPT, um laboratório colaborativo nesta área.
Numa sessão de apresentação do dito simulador, que decorreu nesta segunda-feira em Lisboa, os dados revelados pela investigação que resultou nesta ferramenta demonstram vários fatores na atração e retenção de talento no turismo e como estes se comparam com a economia nacional.
Presente na abertura do evento este o secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, que aproveitou a sua intervenção para falar precisamente dos desafios do mercado de trabalho atual, nomeadamente ao nível da retenção de talento nas empresas. O governante recordou que o país tem, de momento, níveis de desemprego historicamente baixos e, portanto, começam a surgir dificuldades em recrutar.
Isto é algo que se agrava no setor do turismo pois, recorda o presidente da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Carlos Moura, não são trabalhos que os portugueses queiram fazer, o que faz o setor depender de trabalhadores estrangeiros. A CEO do KIPT, Antónia Correia, na apresentação dos resultados, menciona precisamente que existe ainda um estigma em relação ao trabalho na área da hotelaria e restauração, o que se coaduna com esta ideia.
Sobre a progressão na carreira propriamente dita, o estudo teve em conta vários fatores, entre eles a idade, nacionalidade, género, anos de experiência, habilitações literárias e zona do país, entre outras. Destaca-se aqui uma vantagem para os cidadãos estrangeiros, que contam com uma maior probabilidade de ser promovidos, bem como as colaboradoras do género feminino, que apresentam uma ligeira vantagem, ainda que pouco significativa, como sublinha Antónia Correia.
De acordo com o estudo, a dimensão e solidez das empresas tende a impactar mais a progressão dos trabalhadores do que a sua estabilidade contratual. A título de exemplo, numa organização com 500 milhões de euros ou mais em volume de negócios, três em cada quatro trabalhadores progridem ao longo da carreira.
O estudo abrangeu 14 anos de dados administrativos de quadros de pessoal, entre 2010 e 2023. O simulador está disponível online e vai ser atualizado consoante novos dados surgirem, garante Antónia Correia.
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