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Sindicatos da banca da UGT juntam-se ao SNQTB e convocam greve para 30 de novembro
Os sindicatos adiantam ainda que têm protestos e concentrações junto a sedes de vários bancos marcados para as próximas semanas. Os bancários opõem-se à atualização salarial de 2% proposta pelos empregadores.
29 Set 2026 - 18:45
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Os sindicatos bancários afetos à UGT anunciaram nesta terça-feira uma greve para dia 30 de novembro, data para a qual o SNQTB já tinha convocado uma paralisação, em protesto contra a proposta de aumentos de 2%. Em comunicado, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) anunciaram um conjunto de ações de luta contra a posição das instituições de crédito, que consideraram ser inadmissível.
No documento, os três sindicatos dizem que vão realizar, nos próximos meses, “um protesto e três concentrações junto aos edifícios onde estão as administrações de seis grandes instituições bancárias, em Lisboa”.
Mais, SBN e SBC dizem que a postura das instituições de crédito, que se “mostraram irredutíveis na proposta de 2% de aumento nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária”, “é inadmissível”. Os sindicatos acrescentam que a proposta representa uma nova perda de poder de compra para bancários no ativo e na reforma.
Segundo os três sindicatos, as ações iniciam-se em 10 de outubro, na Figueira da Foz, seguindo-se, depois, três concentrações em Lisboa. Para a capital, estão marcadas concentrações em 21 de outubro junto aos edifícios do Santander e BPI, em 4 de novembro junto do Banco Montepio e do Crédito Agrícola, e em 25 de novembro nas sedes de Novo Banco e Millennium BCP.
Na semana passada, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) lançou um pré-aviso de greve para 30 de novembro, bem como outras ações junto das sedes dos bancos.
Num comunicado divulgado na passada terça-feira, o sindicato disse que “decidiu avançar com um pré-aviso de greve para 30 de novembro e com um conjunto de ações de protesto junto das sedes dos bancos, na sequência da manutenção da proposta de atualização de 2% para a tabela salarial, pensões de reforma e restantes cláusulas pecuniárias”, no contexto da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor para 2026.
A direção do sindicato tomou a decisão após a reunião de revisão do ACT, realizada na segunda-feira, na qual, referiu, “as instituições outorgantes confirmaram que não pretendem rever a proposta de atualização de 2%”. “Perante a ausência de uma nova proposta, o SNQTB anuncia uma primeira ação de protesto para 9 de outubro, junto das sedes do Novo Banco e do Millennium BCP, estando previstas novas iniciativas junto das restantes instituições”, destacou, então.
Já os sindicatos afetos à UGT apontam que as instituições de crédito mantêm a posição “apesar dos resultados historicamente elevados, com lucros de muitos milhões de euros, da distribuição de dividendos exorbitantes aos acionistas e da atribuição de remunerações milionárias aos membros das administrações”.
Os três sindicatos convidaram ainda as restantes organizações sindicais do setor a “participar na construção de uma resposta conjunta, concertada e abrangente”. Na sexta-feira, o SNQTB anunciou que iria reunir-se com os três sindicatos da banca afetos à UGT depois do fim das negociações com o grupo negociador do setor da banca.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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