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Taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação sobe para 3,06% em setembro
A prestação média mensal do crédito à habitação atingiu um novo recorde máximo de 450 euros. A taxa mista continua a ser a preferida dos mutuários.
02 Nov 2026 - 12:15
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A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação atingiu 3,06% em setembro, o que corresponde a um aumento de 0,05 pontos percentuais (pp) face a agosto. Os novos contratos registaram um aumento de 0,07 pp para 3,07%. Já as renegociações caíram 0,02 pp para 3,05%.
Na Zona Euro, a taxa média teve um incremento de 0,02 pp para 3,62%. Portugal subiu uma posição entre os pares do euro e passou a ter a quinta taxa mais baixa. A mais elevada é na Letónia, com 4,56%, e a mais baixa em Malta, de 1,94%.
Os dados revelados nesta segunda-feira pelo Banco de Portugal indicam que a taxa mista continua a dominar os novos contratos, sendo a opção adotada em 85,6% dos novos empréstimos. A taxa fixa é usada em 2,8% das operações e a variável em 11,6%.
As taxas de juro médias em cada uma das opções de crédito subiu. A taxa mista apresenta o valor mais baixo, de 2,92%, tendo aumentado 0,05 pp, seguida pela taxa variável, que cresceu 0,04 pp para 3,3%. Já a taxa fixa ascendeu a 2,9%, mais 0,08 pp.
A prestação média mensal do ‘stock’ total de créditos à habitação cresceu 4 euros face a agosto para 450 euros. Trata-se de um novo máximo histórico da série do banco central e da 13.ª subida consecutiva.
O valor médio da prestação está 32 euros acima do final de 2025. O aumento, justifica o Banco de Portugal, resulta quer da subida da prestação dos contratos existentes quer das prestações médias mais elevadas dos novos contratos.
Em termos de montante, as novas operações de crédito a particulares ascenderam a 3,74 mil milhões, mais 176 milhões do que no mês anterior. Destes, 3,12 mil milhões são novos contratos e 622 milhões correspondem a renegociações.
Os empréstimos à habitação – no qual se incluem os novos créditos e as renegociações – totalizaram 2,76 mil milhões, mais 116 milhões do que em agosto. Os novos contratos de crédito à habitação ascenderam a 2,17 mil milhões, mais 34 milhões, enquanto as renegociações representaram a larga maioria das renegociações totais.
Por sua vez, os créditos ao consumo e outros fins correspondem, respetivamente, a 659 milhões e 325 milhões, mais 46 milhões e 15 milhões em cadeia.
Os empréstimos ao consumo registaram uma taxa de juro média de 8,83%, caindo 0,15 pp. Já os créditos para outros fins alcançaram 3,78%, mais 0,04 pp.
Nas empresas, as novas operações de empréstimos aumentaram 276 milhões para 2,34 mil milhões. Os novos contratos foram responsáveis por 2,18 mil milhões, mais 345 milhões do que em agosto.
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