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TikTok quer licença para ser ‘fintech’ no Brasil
O TikTok candidatou-se a duas licenças, que podem permitir à rede social disponibilizar contas para transferências e conceder créditos aos utilizadores.
01 Abr 2026 - 16:44
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A rede social TikTok quer tornar-se uma ‘fintech’ no Brasil, estando neste momento a procurar uma licença do Banco Central do Brasil para operar como uma empresa de créditos e pagamentos, avança a Reuters, citando duas fontes com conhecimento direto do assunto. As mesmas fontes revelam que o TikTok se candidatou a duas licenças junto do regulador.
Uma destas licenças iria permitir à rede social operar como ‘eletronic money issuer’, oferecendo aos utilizadores contas pré-pagas onde estes pudessem ter um saldo, receber fundos e fazer transferências dentro da sua aplicação.
Já a segunda licença poderia tornar o TikTok numa empresa de “crédito direto”, um tipo de ‘fintech’ que, ainda que não possa receber depósitos, pode emprestar o seu capital ou agir como uma plataforma que liga mutuários e mutuantes.
O TikTok não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters e o Banco Central do Brasil recusou comentar o caso.
A agência de notícias indica que não é claro se a empresa pretende oferecer uma gama de produtos nova ou simplesmente apoiar o ‘e-commerce’ e a monetização na sua plataforma.
A empresa dona do TikTok, a ByteDance, lançou em 2021, na China, o Douyin Pay, para apoiar o ‘e-commerce’ na versão chinesa do TikTok. Em 2023, a empresa tentou obter uma licença de pagamentos na Indonésia, mas foi impedida de processar transações na sua plataforma, relembra a Reuters.
O líder da Global Payments, Liao Baohua, que é também administrador da ByteDance, reuniu com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, em Brasília, na terça-feira, de acordo com o seu calendário público, aponta a agência de notícias.
O TikTok adiantou, em 2025, que pretendia investir mais de 33,3 mil milhões de euros no Brasil, através de um ‘data center’.
Segundo dados da DataReportal, citados pela Reuters, o TikTok tinha, no final de 2025, cerca de 131 milhões de utilizadores no Brasil acima de 18 anos. Os anúncios chegavam a 80% dos adultos no país.
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