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UniCredit admite rever oferta pelo Commerzbank e reitera ambições pan-europeias
O CEO do UniCredit reconhece uma possível revisão caso haja progressos nas negociações, mas admite que este não é um cenário que pondere, de momento. Orcel garante ainda ser mais "público" e mais "proativo" dentro do Commerzbank.
18 Mar 2026 - 16:03
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Foto: UniCredit
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O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, admitiu, nesta quarta-feira, a revisão das condições da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o rival alemão Commerzbank. O banqueiro italiano esclarece que tal avanço seria possível caso se verificassem progressos positivos nas negociações de fusão.
O líder do banco, citado pela Reuters, falava numa conferência de investidores do Morgan Stanley, onde indicou, por outro lado, que o cenário mencionado não está a ser considerado de momento. Já a CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, apontou, ontem, na mesma conferência, que o UniCredit não apresentou uma proposta detalhada e mantinha a instituição visada sem informações sobre a possível fusão.
Por sua vez, Orcel garante que este avanço do banco italiano sobre o Commerzbank “abrir um período de 12 semanas de interações e diálogo e colocar as cartas todas em cima da mesa”. Esta abordagem, para o CEO, permite criar “um plano comum que todos possamos apoiar ou, no mínimo, que reduza o nível de mal-entendidos e a ansiedade que todos sentem por interpretarmos mal uns aos outros”.
Mais ainda, o banqueiro reiterou que esta operação é uma prioridade para o UniCredit, mas não rejeita que a consolidação doméstica possa trazer oportunidades no futuro. Apesar de fazer referência a bancos italianos de dimensão média como possíveis opções de aquisição, Orcel indica que as raízes da instituição expandiram e o “modelo de banco” que quer é “pan-europeu”.
Recorde-se que o UniCredit lançou uma OPA de 35 mil milhões de euros sobre o Commerzbank na segunda-feira. A instituição italiana deixou, desde o início, claro que o seu objetivo não é controlar o Commerzbank, mas sim criar pontes de diálogo e superar a barreira dos 30% de capital detido. A superação deste patamar, atualmente impossível, vai permitir ao UniCredit comprar ações do rival no mercado.
Sobre a posição do banco italiano no futuro, dentro do Commerzbank, Orcel esclarece que o UniCredit vai ser “muito mais público, muito mais proativo… sobre o que queremos e por que o queremos”.
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