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UniCredit lança OPA sobre o banco alemão Commerzbank

Objetivo é ter mais de 30% do capital, mas italianos dizem que não querem controlar a gestão. Oferta implica investimento de 35 mil milhões de euros.

16 Mar 2026 - 10:17

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Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: UniCredit

Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: UniCredit

Em atualização

O banco italiano UniCredit anunciou nesta segunda-feira o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o banco alemão Commerzbank. A instituição liderada por Andrea Orcel, que já detinha direta e indiretamente mais de 29% da instituição germânica, quer ultrapassar os 30%, mas adverte que não pretende controlar o banco alemão.

A operação implica um investimento de 35 mil milhões de euros, com o UniCredit a oferecer o equivalente a 0,485 das suas ações por cada ação do Commerzbank. A oferta implica um preço de 30,8 euros por ação do Commerzbank, representando um prémio de 4% face ao fecho da passada sexta-feira, 13 de março. O Commerzbank tinha uma capitalização bolsista de cerca de 33.000 milhões de euros no fecho do mercado de sexta-feira, enquanto o UniCredit rondava os 96.000 milhões de euros. Cada ação do banco alemão valia 29,95 euros no fecho, em comparação com os 63,50 euros do UniCredit.

Desde setembro de 2024, o preço das ações do Commerzbank subiu mais do que o do UniCredit, encarecendo a oferta de Orcel. No entanto, isso mudou nas últimas semanas, uma vez que as ações do banco alemão caíram perto de 18% desde o início de 2026.

Do lado italiano, Orcel já enfrentou vários obstáculos em operações corporativas que acabaram por falhar. Pouco depois de entrar no Commerzbank, lançou uma OPA sobre o Banco BPM (Banco Popolare di Milano), no valor de 14.600 milhões de euros. A oferta não tinha o apoio do conselho de administração da entidade visada, sendo por isso considerada hostil.

No final, o UniCredit retirou a proposta depois de o Governo italiano, liderado por Giorgia Meloni — também contrário à aquisição —, ter imposto uma série de condições. Isto coincidiu com a tentativa do BBVA de adquirir o Banco Sabadell, operação à qual também se opôs o Governo espanhol. Mais tarde, no início deste ano, rumores apontavam para uma fusão do UniCredit com o Monte dei Paschi di Siena, uma operação que acabou por ser desmentida.

Também o Governo alemão já se tinha manifestado contra o reforço da presença dos italianos no Commerzbank, o que provocou um incidente com a Comissão Europeia, defensora da consolidação do setor bancário.

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