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Visa e Mastercard encerram operações em Cuba a partir de sábado devido às sanções dos EUA
O banco privado estrangeiro que processava as transações internacionais comunicou ao banco central a cessação destas funções por receio das sanções.
05 Jun 2026 - 10:08
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Os serviços financeiros internacionais Visa e Mastercard vão encerrar as suas operações em Cuba a partir de 6 de junho, para evitar sanções decorrentes de um decreto executivo dos Estados Unidos, divulgou o Banco Central de Cuba (BCC). O banco privado estrangeiro que processava as transações internacionais (cujo nome não foi divulgado pelo BCC) informou a autoridade monetária que estava a romper a sua relação com a instituição financeira Fincimex (pertencente ao conglomerado empresarial GAESA, apoiado pelos militares) para evitar as sanções.
“Esta interrupção está diretamente relacionada com o Decreto Executivo n.º 14404, de 1 de maio, emitido pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, como parte da sua estratégia para estrangular o povo cubano”, detalhou o BCC. A entidade acrescentou que, em resultado desta decisão, “Cuba não poderá receber receitas da venda de bens e serviços através de cartões de crédito internacionalmente reconhecidos, como a Visa e a Mastercard”.
A retirada do banco rompe efetivamente todas as ligações financeiras da ilha com o exterior, intensificando a pressão de Washington sobre Cuba, que o Governo norte-americano deseja forçar a realizar profundas reformas políticas e económicas, noticiou a agência Efe. Os EUA estão a intensificar a pressão que têm vindo a exercer sobre Cuba desde janeiro, quando impuseram um embargo petrolífero que praticamente paralisou grande parte da atividade económica do país, uma vez que a ilha produz apenas 40% das suas necessidades energéticas.
O decreto executivo estipulava sanções para indivíduos e empresas que mantivessem laços económicos, comerciais ou financeiros com o Governo cubano, particularmente nos setores da energia, finanças e defesa. Em 7 de maio, foram impostas sanções à GAESA, a maior empresa estatal de Cuba, que representa cerca de 40% do PIB da ilha.
Isto levou muitas empresas a romperem os seus laços com esta entidade, que tem presença em quase todos os setores económicos. Esta situação levou também à retirada parcial ou total de grandes cadeias hoteleiras estrangeiras que operam na ilha, como as espanholas Meliá e Iberostar.
A empresa mineira canadiana Sherritt, o maior investimento estrangeiro em Cuba, anunciou há um mês a sua saída imediata da ilha em consequência das sanções americanas.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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