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2.º trimestre de 2026 foi recordista em créditos à habitação com garantia pública

No segundo trimestre, foram contratados 7776 créditos com garantia pública, num montante global de 1,7 mil milhões de euros.

29 Jul 2026 - 12:15

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

O mercado do crédito à habitação tem continuado em expansão, com os valores sobre o montante contratado sempre a acelerar. O segundo trimestre assistiu à contratação de cerca de 7776 créditos à habitação com garantia pública do Estado para jovens, correspondentes a um total de 1,7 mil milhões de euros. São os valores trimestrais mais elevados desde que este regime está em vigor.

Face ao trimestre anterior, revela o banco central, o número de créditos com a garantia subiu 13,5% e o montante cresceu 17,5%. Segundo os dados revelados pelo Banco de Portugal nesta quarta-feira, o número de contratos representou 51,3% dos créditos contratados no trimestre por jovens até aos 35 anos e o montante equivaleu a 53,5% do valor global contratado.

Olhando para o crédito total concedido no segundo trimestre, para aquisição de habitação própria e permanente, os empréstimos ao abrigo da garantia pública foram 28,7% dos contratos e 32,9% do montante correspondente.

No final de junho, tinham sido celebrados 40 100 contratos de crédito para habitação própria permanente ao abrigo da garantia pública, num montante de 8,3 mil milhões. Estes empréstimos são 45,2% dos contratos e 47,6% do montante contratado por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade.

Até ao fim do semestre, foi utilizado 56% – 1,15 mil milhões – do montante total atribuído pelo Estado para este regime.

Litoral tem menor proporção de créditos com garantia pública

A distribuição geográfica do recurso ao regime de garantia pública denota uma tendência. O peso dos créditos com recurso a este regime é maior no Interior, com a zona do Alto Alentejo a ter 63% dos créditos contratados por jovens ao abrigo da garantia pública. O Baixo Alentejo, o Alentejo Litoral e a Beira Baixa também ficam acima dos 55%.

No sentido contrário, a Madeira é onde este valor é mais baixo, fixando-se em 36,6%. A Grande Lisboa é a única outra região abaixo da casa dos 40%, apresentando um rácio de 37,7%.

“Em termos de distribuição regional, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentravam cerca de metade do número total de contratos”, adianta o Banco de Portugal.

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