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Rentabilidade da banca portuguesa caiu no 2.º trimestre
De acordo com os dados do Bando de Portugal, o ROA da banca nacional caiu 0,11 pp para 1,25%, enquanto o ROE baixou 1,33 pp para 13,55%.
24 Set 2026 - 15:44
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Foto Banco de Portugal
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Foto Banco de Portugal
A banca portuguesa registou uma queda na rentabilidade no final do segundo trimestre. De acordo com os dados sobre o setor bancário revelados nesta quinta-feira pelo Banco de Portugal, a rentabilidade do ativo (ROA) baixou 0,11 pontos percentuais (pp) para 1,25%, enquanto a rentabilidade do capital próprio (ROE) caiu 1,33 pp para 13,55%.
O banco central explica que esta variação se deve ao aumento do ativo e dos custos operacionais. O primeiro gerou um impacto negativo de 0,08 pp no ROA e de 1,01 pp no ROE. Já o segundo levou a uma queda de 0,07 pp e 0,79 no ROA e ROE, respetivamente. A margem financeira, por sua vez, resultou numa descida de 0,02 pp e 0,23 pp. Os outros resultados de exploração tiveram um impacto semelhante.
No sentido contrário, contribuíram para um aumento do ROA e ROE, respetivamente, a subida das comissões recebidas pela banca, em 0,05 pp e 0,56 pp. Os resultados das operações financeiras levaram a uma subida de 0,01 pp e 0,16 pp.
O Banco de Portugal explica que o aumento do ativo e dos custos operacionais levou a um menor resultado de exploração, que baixou 0,14 pp para 1,62% do ativo médio. A subida das despesas superou a do produto bancário, o que resultou num pior rácio de eficiência, que cresceu 1,8 pp m termos homólogos para 43,8%.
O crescimento das despesas está associado a maiores custos com pessoal e, “em menor medida”, às despesas com tecnologias de informação.
Por sua vez, o custo do risco de crédito manteve-se estável em 0,1%, “refletindo o baixo risco de crédito percecionado pelos bancos”.
A banca nacional chegou ao final do primeiro semestre mais solúvel. O rácio CET1 subiu 0,2 pp para 18,2%, enquanto o rácio de fundos próprios totais aumentaram 0,1 pp para 20,9%.
Em relação à liquidez do sistema bancário, o rácio de cobertura por liquidez ascendeu a 248,1%, mais 2,2 pp do que no trimestre anterior. Houve um aumento de entradas de liquidez, explica o banco central, que superou as saídas. Deu-se ainda uma redução da reserva de liquidez.
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