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46% do ativo das empresas foi financiado por capital próprio
É a maior percentagem dos últimos 20 anos e deve-se à incorporação dos resultados de 2025 no ativo das próprias empresas.
06 Abr 2026 - 11:38
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Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
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Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
“A autonomia financeira do total das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 46% no quarto trimestre de 2025, valor superior ao registado no período homólogo (+0,8 pontos percentuais). Trata-se do maior valor da série (disponível desde o final de 2006). Este aumento decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas”, divulgou, nesta segunda-feira, o Banco de Portugal.
A instituição liderada por Álvaro Santos Pereira adianta que “no final do quarto trimestre de 2025, a autonomia financeira das empresas privadas era de 46,3% (+0,8 pp face ao trimestre homólogo). Este indicador aumentou na generalidade dos setores de atividade, exceto na eletricidade, gás e água (-0,3 pp) e nos transportes e armazenagem (-0,2 pp). As subidas mais acentuadas registaram-se nos setores do comércio (+1,3 pp) e dos outros serviços (+1,1 pp), refletindo a já referida incorporação de resultados”.
No setor da eletricidade, gás e água, a diminuição da autonomia financeira resultou de um aumento do ativo superior ao crescimento dos capitais próprios, associado sobretudo ao impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo.
No setor dos transportes e armazenagem, a redução também refletiu o aumento mais acentuado do ativo, em particular dos saldos de clientes.
A autonomia financeira das pequenas e médias empresas (PME) subiu de 45,3% para 46,3%, e a das grandes empresas de 41,5% para 41,8%. Em ambos os casos, o aumento deveu-se à incorporação dos resultados correntes nos capitais próprios das empresas.
Já no que se refere à rendibilidade no quarto trimestre de 2025, a rendibilidade das empresas — medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo — foi de 9,3%, valor igual ao registado no período homólogo.
O custo do financiamento continuou a sua tendência descendente, reduzindo-se de 4,9%, no quarto trimestre de 2024, para 4,4% no quarto trimestre de 2025. “Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão”, refere o banco central.
A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) subiu de 7% para 7,9%, refletindo a redução dos gastos de financiamento e o aumento do EBITDA. O aumento foi transversal a todos os setores e classes de dimensão.
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