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Banco estatal italiano vai aumentar participação em empresa de pagamentos para evitar OPA hostil
O Estado italiano considera que a Nexi é uma infraestrutura estratégica no sistema financeiro italiano. É a terceira vez que CVC estuda aquisição da empresa.
25 Mai 2026 - 17:44
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Giovanni Tempini, presidente da CDP | Foto: CDP
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Giovanni Tempini, presidente da CDP | Foto: CDP
O Cassa Depositi e Prestiti (CDP), pertencente ao Estado italiano, tenciona aumentar a sua participação na Nexi, empresa na área dos pagamentos listada na Bolsa de Milão. Objetivo é impedir uma aquisição hostil da Nexi pelo grupo CVC.
Citado pelo Financial Times (FT), o CDP indica que a sua administração concordou em aumentar o seu peso na instituição de pagamentos de 19,14% para perto de 30% através de instrumentos indiretos e diretos.
No mês passado, o FT reportou que o grupo proponente estava a estudar uma aquisição da Nexi, que desvalorizou 65% nos últimos quatro anos. Contudo, a CDP considera a empresa de pagamentos uma parte estratégica da infraestrutura financeira italiana e tem-se preparado para se opor a qualquer operação que colocasse a instituição de pagamentos em mãos estrangeiras.
Segundo o periódico britânico, esta é a terceira vez que a CVC estuda uma tentativa de aquisição da Nexi nos últimos anos.
Fontes próximas do assunto revelam ao FT que o CEO da CDP Equity, Fabio Barchiesi, deixou clara a sua oposição a qualquer tentativa de aquisição. Por outro lado, as mesmas fontes indicam que a CVC não pretendia avançar com a proposta.
Com esta operação, a CDP torna-se a maior acionista da Nexi, superando a Hellman & Friedman, que detém cerca de 23%. Este mesmo acionista, no mês passado, indicou que estaria aberto a vender a sua posição caso surgisse uma oferta credível.
Por sua vez, a CDP pretende tornar a empresa de pagamentos uma referência europeia. O banco italiano acredita numa “evolução, forte, inovadora e industrial” para a Nexi, relembrando que esta já processa 1,8 biliões de euros em transações em mais de 25 países.
Ao FT, tanto a Nexi como a CVC recusaram comentar. A Hellman & Friedman não estava disponível para comentar no momento.
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