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A SEC acusa plataformas de criptomoedas e clubes de investimento por fraude em redes sociais

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) acusou três plataformas de negociação de criptoativos e quatro clubes de investimento de envolvimento num esquema fraudulento em redes sociais

24 Dez 2025 - 11:14

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

As plataformas de negociação de criptoativos Morocoin Tech Corp., Berge Blockchain Technology Co. Ltd. e Cirkor Inc., bem como os clubes de investimento AI Wealth Inc., Lane Wealth Inc., AI Investment Education Foundation Ltd. e Zenith Asset Tech Foundation, estão a ser processados pela SEC por alegadamente terem orquestrado um golpe que defraudou vários investidores.

A investigação teve início com uma denúncia que revelou a existência de fraude através de anúncios em redes sociais. Os burlões utilizavam Inteligência Artificial (IA) para conquistar a confiança dos investidores, prometendo retornos elevados. As vítimas acabavam por investir grandes quantias de dinheiro em plataformas de investimento que, afinal, eram falsas.

De acordo com a acusação, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, a AI Wealth, a Lane Wealth, a AIIEF e a Zenith operaram os chamados clubes de investimento através do WhatsApp, recrutando investidores por meio de anúncios em redes sociais.

Os clubes ganhavam a confiança dos investidores com aconselhamento gerado por IA, antes de os direcionarem para abrir e financiar contas em plataformas de negociação de criptoativos alegadamente falsas, como a Morocoin, a Berge e a Cirkor, que afirmavam possuir licenças governamentais.

Os clubes e plataformas de investimento disponibilizavam então aos investidores “Ofertas de Tokens de Segurança” (Security Token Offerings – STOs), supostamente emitidas por empresas legítimas.

Na realidade, nenhuma negociação ocorria nas plataformas, que eram falsas, e as STOs e as suas alegadas empresas emissoras não existiam, de acordo com a denúncia. Quando os investidores tentaram resgatar os seus fundos, os burlões exigiam ainda mais dinheiro para, supostamente, libertar antecipadamente o investimento em criptoativos.

A denúncia, apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito do Colorado, acusa os réus de violarem as disposições antifraude da Lei de Valores Mobiliários de 1933 e da Lei de Bolsa de Valores de 1934.

O Escritório de Educação e Assistência ao Investidor da SEC emitiu um alerta a todos os investidores, advertindo-os de que os burlões podem usar plataformas populares de redes sociais e aplicações de mensagens, como o WhatsApp, para atrair investidores incautos, salientando que nunca se deve confiar exclusivamente em informações de conversas de grupo para tomar decisões de investimento.

Recorde-se que, recentemente, em Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) lançou um alerta para a crescente disseminação de recomendações de investimento em grupos de WhatsApp, promovidas por entidades não autorizadas.

Também este mês, as três Autoridades Europeias de Supervisão da Banca, dos Seguros e dos Mercados de Capitais — EBA, EIOPA e ESMA (AES) — publicaram duas fichas informativas destinadas a ajudar os consumidores a protegerem-se contra fraudes e burlas online, incluindo as relacionadas com a venda de criptoativos, bem como a explicar de que forma os burlões recorrem cada vez mais à Inteligência Artificial (IA) para enganar os consumidores.

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