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Adecco: “Atração e fidelização de talento na banca exigem hoje mais do que remuneração competitiva”
O Guia Salarial 2026 da Adecco Portugal aponta vários "fatores determinantes, sobretudo em perfis qualificados e escassos", que afetam a retenção de talento na banca.
12 Fev 2026 - 11:20
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A Adecco Portugal lançou nesta semana o seu Guia Salarial 2026. Além dos números que dá a conhecer no que diz respeito às remunerações, este documento revela informações sobre o perfil de pessoas que as empresas procuram, bem como o que essas mesmas pessoas procuram nas empresas.
Neste sentido, destaca-se que, na área da banca (mas não só), o valor que consta do recibo de vencimento já não é tudo. “A atração e fidelização de tanto na banca exigem hoje mais do que remuneração competitiva”, alerta a Adecco em comunicado. “Estabilidade, progressão clara, exposição a projetos relevantes, formação contínua e equilíbrio entre exigência e sustentabilidade profissional surgem como fatores determinantes, sobretudo em perfis qualificados e escassos”, adianta a instituição.
A Adecco considera que, “mais do que um retrato salarial, o Guia Salarial 2026 revela uma banca em transformação, onde o valor do talento é cada vez mais medido pela capacidade de garantir conformidade, gerar confiança e transformar dados em decisões estratégicas”.
Pessoas que transformam dados em decisões procuram-se
Do lado de quem recruta, a Adecco aponta que “a banca e os serviços financeiros atravessam um momento de profunda transformação, marcado pelo reforço das exigências regulatórias, pela necessidade de maior eficiência operacional e pela crescente centralidade dos dados na tomada de decisão”.
O ‘country head’ de Recrutamento Permanente da Adecco Portugal, Bernardo Samuel, acredita que, “na banca, o valor do talento está cada vez mais associado à capacidade de transformar dados em decisões, garantir conformidade regulatória e apoiar a gestão num contexto de maior complexidade e escrutínio”. A empresa relembra que, “num ambiente de instabilidade geopolítica e desafios macroeconómicos, as instituições financeiras reforçam as suas linhas de defesa, ajustam processos e investem em estruturas de ‘compliance’, risco e controlo”.
Neste contexto, “tal como noutros setores, o ‘middle management’ assume um papel cada vez mais relevante na banca”, sublinha a Adecco Portugal. “Funções como ‘finance manager’, ‘compliance manager’ ou ‘manager capital markets’ são hoje fundamentais para garantir a ligação entre estratégia, execução e controlo, refletindo-se numa valorização salarial consistente e nua procura crescente por profissionais capazes de operar em ambientes altamente regulados e orientados por dados”, acrescenta.
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