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Arranca a 49ª edição do encontro que junta os banqueiros centrais de todo o mundo nas montanhas rochosas do Wyoming

Jackson Hole discute “Inovação Financeira: Implicações para Pagamentos e Políticas” com Kevin, Warsh, Álvaro Santos Pereira e o vice-presidente do BCE

27 Ago 2026 - 07:50

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Começa nesta quinta-feira o simpósio económico de Jackson Hole que volta a juntar os principais bancos centrais nas montanhas rochosas do Wyoming, nos Estados Unidos e que contará com o presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, como anfitrião pela primeira vez.

Este encontro anual realizado pelo Banco da Reserva Federal de Kansas City tem lugar desde 1982, sempre no último fim de semana de agosto, e esta edição será marcada pelas turbulências que rondam a dívida dos EUA e pela nova estratégia de comunicação do banqueiro central americano.

Assim, embora o tema central escolhido para a 49.ª edição do simpósio de Jackson Hole, que ocorre de 27 a 29 de agosto, seja “Inovação financeira: implicações para pagamentos e políticas”, os mercados estarão atentos a qualquer pista sobre as próximas decisões da Fed, cuja reunião de política monetária acontece em 16 de setembro.

Neste contexto, ganha destaque a intervenção de Kevin Warsh, agendada para esta sexta-feira. Espera-se que o banqueiro central americano ofereça alguma indicação sobre a trajetória das taxas de juros nos EUA, bem como a sua opinião a respeito das recentes turbulências envolvendo os títulos da dívida americana, motivadas pela forte subida nos juros exigidos após a dívida do país superar a marca histórica de 40 biliões de dólares (34,3 biliões de euros).

Por sua vez, embora Christine Lagarde não vá a Jackson Hole este verão, o Banco Central Europeu confirmou à Europa Press que estarão presentes os membros do conselho Isabel Schnabel, que também fará uma intervenção na sexta-feira, bem como o economista-chefe, Philip R. Lane, e o vice-presidente, Boris Vujcic.

Em representação de Portugal estará o governador Álvaro Santos Pereira na sua terceira presença consecutiva em Jackson Hole.

“O Simpósio de Jackson Hole oferece a Kevin Warsh a oportunidade de aperfeiçoar a sua estratégia de comunicação, que recentemente tem se caracterizado por uma opacidade deliberada”, apontam David Kohl, economista-chefe, e Dario Messi, diretor de Análise do Julius Baer.

Para os analistas, o evento ocorre “num momento delicado para os mercados de títulos”, que ainda estão a assimilar o sinal sobre a recompra de títulos do Tesouro dos EUA.

Nesse sentido, embora ressaltem que, historicamente, a reunião de Jackson Hole tenha sido um fator determinante para o mercado em poucas ocasiões, alertam que, “quando isso ocorreu, os impactos foram consideráveis e duradouros”.

Os especialistas acrescentam ainda que as expectativas para a edição deste ano “são elevadas”, sobretudo à luz da “comunicação infeliz da Fed em julho”, que deixou os investidores com pouca clareza sobre as perspetivas da política monetária, pelo que poderá mexer com os mercados.

O analista da Schroders James Bilson também defende que “uma maior clareza por parte do presidente da Fed seria bem-vinda, e quanto mais cedo, melhor”, numa nota de análise. Para Bilson, os argumentos a favor de um aumento das taxas de juros nos EUA são sólidos, mas dados de inflação que mostram uma desaceleração em cadeia “tornam menos provável uma decisão nesse sentido em setembro”.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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