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Lagarde falta a Jackson Hole, mas Álvaro Santos Pereira estará presente
Presidente do Banco Central Europeu será substituída pelo vice-presidente, Boris Vujčić. Governador do Banco de Portugal está confirmado
25 Ago 2026 - 07:30
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Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal e Christine Lagarde, presidente do BCE em Sintra/Foto: BCE
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Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal e Christine Lagarde, presidente do BCE em Sintra/Foto: BCE
Começa na quinta-feira, dia 27, um dos principais eventos que reúne vários responsáveis de bancos centrais de todo o mundo. Trata-se do encontro de Jackson Hole, organizado pelo Federal Reserve Bank of Kansas City, que recebe dezenas de banqueiros centrais, decisores de política económica, académicos e economistas de todo o mundo no seu simpósio anual de política económica, em Jackson Hole, Wyoming.
Este ano, o tema em análise é “Inovação Financeira: Implicações para Pagamentos e Políticas”.
Num encontro em que os participantes só têm acesso por convite, uma das figuras que não estará presente é Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Contrariamente ao que aconteceu com o Fórum do BCE, que se realizou em Sintra no início de julho e que contou com o recém-nomeado presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Kevin Warsh, a presidente do BCE não estará no encontro que se realiza nos Estados Unidos.
Segundo a agenda do próprio BCE, Lagarde deverá ser substituída pelo vice-presidente, Boris Vujčić, estando também presentes Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE, que deverá participar na sexta-feira num painel de discussão sobre “Inovação Financeira”, e o economista-chefe do BCE, Philip R. Lane.
Recorde-se que, no ano passado, o tema discutido em Jackson Hole foi “Mercados de Trabalho em Transição — Demografia, Produtividade e Política Macroeconómica”, tendo Lagarde participado no painel dedicado “Às implicações políticas da transição do mercado de trabalho”.
Nessa altura, Lagarde falou do fenómeno das migrações e da quebra demográfica registada na Europa. “Em princípio, a migração poderia desempenhar um papel crucial no alívio das restrições à oferta de mão de obra em determinadas regiões. No entanto, em todos os cenários plausíveis — mesmo naqueles que pressupõem uma elevada migração —, a população em idade ativa da zona euro continuará a diminuir”, afirmou a presidente do BCE em 2025.
“À medida que as tendências demográficas restringem as contratações e as preferências se deslocam para jornadas de trabalho mais curtas, as empresas podem ter mais dificuldade em aumentar a oferta de mão de obra durante períodos de crescimento económico. Isso, por sua vez, pode fortalecer os incentivos para a retenção de mão de obra durante períodos de recessão”, defendeu então aquela responsável.
Outro dos participantes na edição de 2025 de Jackson Hole foi Álvaro Santos Pereira, então na qualidade de economista-chefe da OCDE, mas que, este ano, o Jornal PT50 apurou ter a sua presença confirmada na qualidade de governador do Banco de Portugal.
Este é o terceiro ano consecutivo que Álvaro Santos Pereira é convidado a participar na reunião promovida pelo Federal Reserve Bank of Kansas City. Em 2024, também esteve presente, na qualidade de economista-chefe da OCDE, e cruzou-se então com Mário Centeno, na altura governador do Banco de Portugal.
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