2 min leitura
Australiano ANZ tem quebra de 14% de lucro e anuncia mais cortes de custos
ANZ obteve lucro de 3,24 mil milhões. Banco salienta custos com coima do regulador e com saídas de 3500 colaboradores.
10 Nov 2025 - 13:02
2 min leitura
Nuno Matos ANZ | Foto Aaron Francis
Mais recentes
- Ouriço substitui Churchill nas libras inglesas
- Andrew Bailey alerta para a necessidade urgente de reforçar a supervisão dos criptoativos
- BCE redefine critérios para a «segunda divisão» da banca europeia
- Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal no final do mês
- Federação Europeia de Investidores quer Contas Poupança Investimento interoperáveis e portáteis em toda a UE
- EBA fiscaliza 129 bancos à luz das novas regras do Regulamento dos Requisitos de Fundos Próprios
Nuno Matos ANZ | Foto Aaron Francis
O banco australiano ANZ reportou, nesta segunda-feira, um lucro de 3,24 mil milhões de euros no ano fiscal terminado a 30 de setembro, o que compara negativamente com os 3,77 mil milhões do ano fiscal anterior. Face a isto, e com uma margem financeira a encolher 2 pontos base para 1,55%, o CEO, Nuno Matos, anunciou, citado pela Reuters, cortes nos custos da instituição. A empresa prevê uma redução de 3% em despesas no ano fiscal de 2026.
O banco central da Austrália fez três cortes nas taxas de juro diretoras, o que contribuiu para a deterioração da margem financeira, ao mesmo tempo que permitiu um impulso no mercado imobiliário. A concorrência, por sua vez, tem impactado as margens dos vários bancos, como nota a Reuters.
Recorde-se que, neste ano, o ANZ foi palco de uma polémica por um despedimento coletivo anunciado de forma indevida e também por ter arcado com uma coima de 148 milhões, a maior alguma vez aplicada pelo regulador de mercado australiano a uma única entidade.
O ANZ destaca que, excluindo os itens notáveis, como é o caso da multa mencionada e custos de reestruturação, o resultado líquido do banco teria sido praticamente igual ao do ano anterior. Dentro das despesas extraordinárias estão ainda 232 milhões em redundâncias de 3500 trabalhadores.
O CEO quer otimizar as várias unidades de negócio e sublinha que estes resultados demonstram um ‘franchise’ “forte”, mas que é precisa “ação”. Com a estratégia a ser implementada, Nuno Matos acredita que o banco vai acelerar o crescimento e superar o mercado. O líder da instituição pretende ainda reparar a cultura de risco da mesma.
Mais recentes
- Ouriço substitui Churchill nas libras inglesas
- Andrew Bailey alerta para a necessidade urgente de reforçar a supervisão dos criptoativos
- BCE redefine critérios para a «segunda divisão» da banca europeia
- Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal no final do mês
- Federação Europeia de Investidores quer Contas Poupança Investimento interoperáveis e portáteis em toda a UE
- EBA fiscaliza 129 bancos à luz das novas regras do Regulamento dos Requisitos de Fundos Próprios