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Bancários convocam greve para 30 de novembro em protesto por aumentos de 2%
O SNQTB contesta a decisão dos bancos de não ir além do aumento de 2%, considerando que estes desvalorizam aquele que tem sido o contributo dos trabalhadores para os resultados das instituições.
22 Set 2026 - 18:45
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O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) decidiu lançar um pré-aviso de greve para 30 de novembro, em conjunto com outras ações junto das sedes dos bancos, em protesto pela da proposta de aumentos de 2%. Num comunicado, divulgado nesta terça-feira, o sindicato disse que “decidiu avançar com um pré-aviso de greve para 30 de novembro e com um conjunto de ações de protesto junto das sedes dos bancos, na sequência da manutenção da proposta de atualização de 2% para a tabela salarial, pensões de reforma e restantes cláusulas pecuniárias”, no contexto da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor para 2026.
A direção do sindicato tomou a decisão após a reunião de revisão do ACT, realizada na segunda-feira, na qual, referiu, “as instituições outorgantes confirmaram que não pretendem rever a proposta de atualização de 2%”. “Perante a ausência de uma nova proposta, o SNQTB anuncia uma primeira ação de protesto para 9 de outubro, junto das sedes do Novo Banco e do Millennium BCP, estando previstas novas iniciativas junto das restantes instituições”, destacou.
O sindicato destacou que esta proposta “fica aquém da evolução do custo de vida e contribui para uma perda de poder de compra”. A estrutura sindical defende que a manutenção da proposta de 2% “não tem em consideração a evolução dos resultados do setor bancário nem o contributo dos trabalhadores para esses resultados”, considerando que “a diferença entre a proposta apresentada pelos bancos e uma atualização superior poderá ter um impacto acumulado significativo ao longo da vida ativa e da reforma dos trabalhadores”.
Assim, de acordo com os cálculos apresentados pelo SNQTB, “uma diferença de 1,1 pontos percentuais na atualização poderá representar, para um bancário médio, uma perda acumulada superior a 9000 euros, considerando os anos de atividade e de reforma”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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