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Banco de Espanha avança com limites ao crédito à habitação
Indicadores de vulnerabilidade no mercado imobiliário ainda estão muito abaixo dos registados em 2007
13 Nov 2025 - 15:11
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Foto: Banco de Espanha
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Foto: Banco de Espanha
O Banco de Espanha está a intensificar a supervisão dos critérios de concessão de crédito, após um forte aumento nos novos empréstimos hipotecários, informou nesta quinta-feira o supervisor no seu Relatório Semestral de Estabilidade Financeira.
O banco central está a desenvolver um quadro que lhe permita ativar limites macroprudenciais nos critérios de concessão de crédito, de modo a evitar empréstimos de risco, sempre que tal se revele necessário. Qualquer eventual aplicação dessas medidas exigirá, no entanto, uma análise mais aprofundada, para garantir que sejam adequadas às condições económicas de Espanha, acrescentou a entidade.
O Banco de Espanha observou que “as condições para a concessão de novas hipotecas não mostram sinais de flexibilização significativa”, salientando que os índices de empréstimo em relação ao valor do imóvel (LTV) aumentaram apenas moderadamente desde 2023, situando-se em 68,7% no primeiro semestre de 2025, valor que permanece em torno da média registada entre 2004 e 2025.
O relatório destaca ainda que as vulnerabilidades no mercado imobiliário continuam muito abaixo dos níveis observados antes da crise imobiliária de 2007. Em março deste ano, o indicador que mede as vulnerabilidades do mercado imobiliário situava-se em 0,41 pontos, face aos 0,87 pontos registados em março de 2007, no auge da bolha imobiliária em Espanha.
Esta revisão surge num contexto de forte dinamismo do mercado: os novos empréstimos hipotecários aumentaram 26% em relação ao ano anterior, no segundo trimestre de 2025, atingindo o nível mais elevado da última década — embora ainda muito abaixo dos volumes observados entre 2000 e 2008.
De acordo com dados do Banco Central Europeu (BCE), os bancos espanhóis oferecem atualmente as segundas taxas de juro mais baixas para hipotecas na zona euro, logo a seguir a Malta, com uma taxa média de 2,66% em setembro, face à média de 3,32% na zona euro.
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