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Banco de Espanha estuda limitações ao crédito à habitação
O supervisor quer evitar a formação de uma bolha imobiliária como a que desencadeou a crise de 2008.
07 Nov 2025 - 16:24
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Foto: Banco de Espanha
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Foto: Banco de Espanha
O Banco de Espanha está a estudar a possibilidade de impor limites à concessão das chamadas hipotecas de alto risco, de forma a evitar que se repita uma bolha imobiliária semelhante à que esteve na origem da crise financeira de 2008.
O supervisor está a analisar se existem condições económicas que justifiquem a implementação dessas medidas e de que modo estas devem ser equilibradas, de forma a não estrangular em demasia o fluxo de crédito disponível para a economia e para as famílias.
Tal como em Portugal, o Banco de Espanha dispõe de um conjunto de recomendações macroprudenciais dirigidas às instituições financeiras, destinadas a garantir a estabilidade do sistema e a prevenir o sobre-endividamento das famílias.
O supervisor espanhol está a ponderar uma alteração ao limite do rácio LTV (Loan-to-Value), que determina a percentagem máxima do valor do imóvel que pode ser financiada. Está igualmente a avaliar o atual limite do rácio DSTI (Debt Service-to-Income), que fixa a percentagem máxima do rendimento líquido do agregado familiar que pode ser comprometida com prestações de crédito. Também o prazo máximo das maturidades dos empréstimos está a ser analisado, podendo vir a ser introduzido um limite à duração dos contratos.
Estas medidas surgem numa altura em que o preço das casas em Espanha, tal como em Portugal, não para de subir, e em que os bancos têm vindo a aumentar a concessão de crédito à habitação. No caso português, existe ainda o instrumento da garantia do Estado para jovens até aos 35 anos, que permite a compra de habitação sem entrada inicial.
Só a Caixa Geral de Depósitos (CGD) — o maior banco português — concedeu, nos primeiros nove meses do ano, cerca de 475 milhões de euros por mês em crédito à habitação.
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