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Banco de Portugal estuda quebra das exportações
Álvaro Santos Pereira quer perceber porque abrandou a venda de bens e serviços desde 2025
06 Abr 2026 - 15:58
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Foto: Banco de Portugal
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Foto: Banco de Portugal
O governador do Banco de Portugal anunciou, nesta segunda-feira, nas redes sociais, que a instituição vai estudar as causas da perda de quota de mercado das exportações nacionais desde 2025. “Nos próximos tempos, o Banco de Portugal irá levar a cabo uma análise mais detalhada e aprofundada para tentarmos perceber se as causas deste pior desempenho das exportações são realmente estruturais ou meramente conjunturais”, refere Álvaro Santos Pereira na rede LinkedIn.
Segundo o governador, “uma das grandes transformações da economia portuguesa nos últimos anos foi o crescimento significativo das exportações nacionais. Enquanto, em 2010, exportávamos apenas cerca de 30% do nosso PIB, atualmente o peso das exportações já ronda os 46,5% do PIB (slides 1 e 2). Uma melhoria verdadeiramente impressionante”.
Para Álvaro Santos Pereira, “esta evolução foi alcançada graças a um aumento da competitividade dos nossos bens e serviços, que permitiu um crescimento expressivo das quotas de mercado das exportações”.
Uma tendência que se alterou em 2025, “quando as nossas exportações perderam quota de mercado e o crescimento da economia foi principalmente impulsionado pela procura interna. Por isso, importa perguntar: o que motivou a fraca evolução das exportações em 2025? Foram fatores conjunturais ou mais estruturais?”
“A resposta é complexa, mas temos algumas pistas. Primeiro, o pior desempenho das exportações explica-se quer pela paragem da refinaria nacional, quer pela subida das tarifas norte-americanas. Contudo, a verdade é que as exportações de serviços (de construção, engenharia, consultoria, etc.) também desaceleraram, bem como o turismo. Por isso, a resposta não é linear”, refere o responsável.
O governador adianta que “uma análise preliminar aos mercados da União Europeia (UE), realizada pelos economistas do Banco de Portugal, sugere que parte da perda de quota de mercado ocorreu nos bens energéticos (devido à paragem da refinaria de Sines), nos produtos agroalimentares e no material de transporte. Em contrapartida, registaram-se ganhos de quota nas exportações de máquinas e nos setores químico, do plástico e da borracha”.
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