3 min leitura
Jamie Dimon: “Crédito privado provavelmente não apresenta um risco sistémico”
CEO do JPMorgan faz diagnóstico do mercado em carta enviada aos acionistas
06 Abr 2026 - 12:48
3 min leitura
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC
Mais recentes
- PAN pede ao Governo que alargue a todos os contratos de crédito à habitação a dedução em IRS dos gastos com as prestações
- Associação Angolana de Bancos lança campanha nacional de prevenção a fraude
- Novo Banco leva aos investidores portugueses quatro ETF da americana ARK Invest
- Crédito Agrícola lança nova campanha promocional de crédito à habitação
- Remuneração média dos administradores executivos das empresas cotadas na Bolsa espanhola foi de 2,4 milhões de euros
- DBRS sobe classificação do Millennium bcp face à forte rentabilidade dos últimos anos
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC
O CEO do JPMorgan enviou a sua carta anual aos acionistas daquele banco norte-americano, com um diagnóstico sobre a evolução e os riscos para os mercados financeiros, noticia a agência Reuters nesta segunda-feira. Jamie Dimon alerta para os perigos que a guerra no Irão representa para os preços do petróleo e de outras commodities, o que poderá manter a inflação elevada e fazer subir as taxas de juro acima do que o mercado atualmente espera.
Em relação à “ameaça” do crédito privado, Dimon refere que “provavelmente” não representa um risco sistémico, apesar das recentes movimentações dos investidores para se afastarem destes fundos, no contexto de preocupações de que os avanços na inteligência artificial (IA) prejudiquem os tomadores de crédito.
“Os desafios que todos enfrentamos são significativos”, acrescentou Dimon, citando riscos geopolíticos como a guerra na Ucrânia, hostilidades mais amplas no Médio Oriente e tensões com a China.
As preocupações com a inflação, provocada pela guerra, levaram os mercados a afastar, em grande medida, a hipótese de cortes nas taxas de juro este ano, depois de a flexibilização monetária ter impulsionado máximos históricos nas ações no ano passado.
Dimon afirmou que a economia dos EUA continua resiliente, com os consumidores ainda a ganhar e a gastar, embora com algum enfraquecimento recente, e as empresas a manterem-se saudáveis.
Dimon afirmou que o mercado de crédito privado, de 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros), é relativamente pequeno. No entanto, alertou que, assim que o ciclo de crédito enfraquecer, as perdas em todos os empréstimos alavancados serão superiores ao esperado, uma vez que os padrões de crédito se têm vindo a deteriorar em todos os setores.
“O crédito privado também não costuma ter grande transparência nem critérios rigorosos de avaliação de empréstimos, aumentando a probabilidade de os investidores venderem se considerarem que o cenário se irá deteriorar”, acrescentou.
A empresa Blue Owl informou, na semana passada, os seus investidores de que estava a limitar a 5% os resgates de dois dos seus fundos, após um nível histórico de pedidos de resgate no primeiro trimestre, com preocupações relacionadas com a inteligência artificial a provocarem um êxodo de investidores do seu fundo focado em tecnologia.
Mais recentes
- PAN pede ao Governo que alargue a todos os contratos de crédito à habitação a dedução em IRS dos gastos com as prestações
- Associação Angolana de Bancos lança campanha nacional de prevenção a fraude
- Novo Banco leva aos investidores portugueses quatro ETF da americana ARK Invest
- Crédito Agrícola lança nova campanha promocional de crédito à habitação
- Remuneração média dos administradores executivos das empresas cotadas na Bolsa espanhola foi de 2,4 milhões de euros
- DBRS sobe classificação do Millennium bcp face à forte rentabilidade dos últimos anos