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Acionistas do UniCredit reúnem em maio para aprovar aumento de capital destinado à OPA sobre o Commerzbank
O UniCredit procura aprovação dos acionistas para um aumento de capital na ordem dos 6,7 mil milhões. Assembleia de acionistas realiza-se a 4 de maio.
06 Abr 2026 - 17:20
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
O UniCredit convocou os seus acionistas para uma assembleia extraordinária que tem como objetivo aprovar o aumento de capital do banco, de forma a financiar a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre o Commerzbank. A reunião está marcada para 4 de maio.
Segundo a informação divulgada no site do UniCredit, os acionistas são chamados para aprovar um aumento de capital máximo de 6.704.080.000 euros, acrescido de ‘share premium’. Este aumento de capital vai ocorrer através da emissão de 470 milhões de ações ordinárias, no máximo, acrescenta o banco.
Estas ações terão os mesmos direitos ordinários e características que as já existentes no dia da emissão, esclarece o UniCredit. A empresa adianta ainda que o preço de emissão das ações vai ser determinado pelo Conselho de Administração.
Recorde-se que o UniCredit lançou a OPA sobre o rival alemão Commerzbank a 16 de março, no valor de 35 mil milhões. Segundo explicou então, o banco não pretende controlar a instituição alemã, mas sim ir além dos 30% de capital – atualmente detém, de forma direta e indireta, perto de 29%, sendo o maior acionista – e estabelecer pontes com a empresa rival.
Do lado alemão, todas as reações foram negativas até ao momento, com a CEO, Bettina Orlopp, a criticar a falta de transparência do banco italiano no que diz respeito às suas intenções. O executivo alemão, segundo maior acionista do banco, já se opôs à operação.
O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, pouco tempo depois do anúncio da OPA, admitiu a possibilidade de rever a proposta feita. Contudo, reiterou que não era um cenário que ponderasse na altura.
O UniCredit deu início a uma onda de consolidação em Itália, em 2024, ao ter lançado uma OPA sobre o rival doméstico Banco BPM. A esta seguiram-se várias outras, umas bem-sucedidas, outras nem tanto. Apesar da ambição de Orcel, a proposta apresentada aos acionistas do BPM não produziu efeito. O UniCredit acabou por retirar a sua oferta no último dia da OPA, criticando a forte intervenção estatal no negócio.
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