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Banco Nacional de Angola alerta para aumento da exposição da banca ao Estado
As instituições financeiras sob supervisão do BNA são recomendadas a medidas prudenciais, “visando a mitigação dos riscos financeiros e não financeiros a que estas se encontram expostas”.
02 Jun 2026 - 17:49
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Foto: BNA
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Foto: BNA
O banco central angolano alertou para o aumento do nível de exposição do setor bancário ao Estado, tendo recomendado a adoção de políticas de gestão de capital e de liquidez “prudentes”, face à incerteza da conjuntura internacional. A avaliação consta comunicado da 55.ª reunião do Comité de Estabilidade Financeira (CEF) do Banco Nacional de Angola (BNA), realizada na segunda-feira, onde as instituições financeiras sob supervisão do BNA são recomendadas a medidas prudenciais, “visando a mitigação dos riscos financeiros e não financeiros a que estas se encontram expostas”.
No comunicado ao qual a Lusa teve acesso, o CEF decidiu, no entanto, manter a reserva da conservação de capital em 2,5%, aplicável a todas as instituições financeiras bancárias, a reserva contra cíclica de capital em 0% (instrumento que visa proteger o setor bancário em períodos de risco sistémico) e a reserva para bancos de importância sistémica doméstica, apesar dos referidos cenários.
O encontro, que avaliou os principais fatores de risco sistémico com potencial impacto na estabilidade do sistema financeiro angolano durante o primeiro trimestre de 2026, constatou também que neste período o setor bancário demonstrou “resiliência face aos riscos inerentes à sua atividade”.
Segundo o BNA, em termos homólogos, o setor registou a manutenção do crescimento da carteira de crédito à economia, melhoria da qualidade dos ativos, com a diminuição do rácio de incumprimento e o reforço dos mecanismos de mitigação do risco de crédito.
Tendo-se observado um aumento do nível de exposição do setor bancário ao Estado e, face ao nível de incerteza da conjuntura internacional, o CEF recomenda que as instituições financeiras sob a sua supervisão “prossigam com a adoção de políticas de gestão de capital e de liquidez prudentes, visando a mitigação dos riscos financeiros e não financeiros a que se encontram expostas”.
Agência Lusa
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