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Banca portuguesa renova recorde de lucro em 2025 e atinge 6,32 mil milhões
A banca portuguesa conseguiu lucrar mais 30 milhões em 2025, apesar da queda de 859 milhões na margem financeira. Este foi o quinto ano consecutivo da subida dos lucros.
21 Jul 2026 - 14:35
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Setor bancário nacional
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Os bancos portugueses alcançaram um lucro total de 6,32 mil milhões de euros em 2025, ultrapassando o recorde fixado no ano anterior por 30 milhões. Para este resultado contribuiu uma queda nos impostos e imparidades, acompanhada de uma maior receita com comissões e operações não recorrentes. Este foi o quinto ano consecutivo de subida dos lucros.
Segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal nesta terça-feira, os bancos que operam em Portugal alcançaram proveitos totais de 16,38 mil milhões, ficando abaixo dos 16,44 mil milhões do ano anterior.
A queda deste valor deve-se à redução da margem financeira, que, por sua vez, se deve à descida dos juros do Banco Central Europeu. A margem financeira fixou-se em 11,47 mil milhões, baixando 859 milhões face a 2024.
Esta descida foi parcialmente compensada pelas receitas mais elevadas com comissões e outros proveitos. As primeiras subiram 136 milhões para 3,4 mil milhões e os segundos cresceram 657 milhões para 1,51 mil milhões. De acordo com o banco central, esta evolução deve-se, “em parte, a operações não recorrentes realizadas por algumas instituições, nomeadamente ao registo de mais-valias e à reavaliação de ativos”.
Com as receitas a cair, o controlo dos custos contrabalançou esta realidade. Estes totalizaram 10,06 mil milhões, menos 126 milhões do que em 2024. Os impostos e as provisões e imparidades registaram decréscimos, de 233 milhões e 144 milhões, respetivamente, para 2,14 mil milhões e 1,17 mil milhões. No sentido oposto, os outros custos subiram 251 milhões para 6,74 mil milhões.
Lucro sobe, mas rentabilidade cai
Apesar do aumento de 30 milhões no lucro da banca nacional, “a rentabilidade do ativo ficou aquém do valor mais elevado da série”, sublinhou o Banco de Portugal. De acordo com os dados revelados, o resultado líquido representou 1,3% do ativo médio.
Este número fica abaixo do recorde de 1,4% de 2024, mas igual ao registado em 2023 e acima dos valores reportados em todos os anos anteriores.
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