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Procura de crédito à habitação recua ligeiramente no 2.º trimestre

A redução da procura de empréstimos para compra de casa foi justificada, sobretudo, pelas perspetivas para o mercado da habitação e pelo nível geral das taxas de juro.

21 Jul 2026 - 12:34

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Foto: Pexels

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A procura de crédito à habitação diminuiu ligeiramente no segundo trimestre, uma tendência seguida pela procura de empréstimos de longo prazo por parte das empresas, mas que não teve impacto no agregado, divulgou nesta terça-feira o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, a redução da procura de crédito pelas PME refletiu uma menor necessidade de financiamento do investimento, embora este fator não tenha tido impacto na evolução agregada dos pedidos de empréstimos pelas empresas. No segmento dos particulares, os bancos registaram uma ligeira diminuição da procura de crédito à habitação, enquanto a procura de crédito ao consumo permaneceu praticamente inalterada.

A redução da procura de empréstimos para compra de casa foi justificada, sobretudo, pelas perspetivas para o mercado da habitação e pelo nível geral das taxas de juro. No consumo e outros fins, a despesa de consumo financiada através de empréstimos garantidos por ativos imobiliários deu um contributo ligeiro para o aumento da procura, no entanto sem impacto no agregado.

Para o terceiro trimestre, as instituições bancárias antecipam um ligeiro aumento da procura de crédito por parte das PME, transversal à maturidade dos empréstimos. Em contrapartida, esperam uma nova diminuição da procura de crédito à habitação, enquanto os pedidos de crédito ao consumo deverão manter-se.

Relativamente à oferta, verificaram-se critérios de concessão de crédito ligeiramente mais restritivos para PME e nos empréstimos de longo prazo. Nos particulares, ligeiramente mais restritivos nos empréstimos à habitação e sem alterações no crédito ao consumo e outros fins.

No caso das PME, “a perceção de riscos associados à situação e perspetivas de empresas ou setores de atividade específicos e, em menor grau, de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais, contribuíram ligeiramente para critérios de concessão mais restritivos”, referiu o BdP. Em sentido contrário, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente para critérios menos restritivos nas empresas.

Sobre a proporção de pedidos de empréstimo rejeitados, não se verificaram alterações no segmento das empresas, enquanto os particulares demonstraram um ligeiro aumento no segmento da habitação e sem alterações no consumo.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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