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Banco Nacional de Angola mantém apoio ao ex-BESA apesar de dívida de 259,6 milhões de euros
Banco Económico, herdeiro do BESA, constituiu-se assistente no processo-crime que está a ser julgado em Lisboa.
14 Mai 2026 - 14:07
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Álvaro Sobrinho antigo CEO do BESA
O Banco Económico, herdeiro do antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), continua a depender da liquidez cedida pelo Banco Nacional de Angola para operar, apesar de manter uma dívida ao supervisor no valor de 256,96 mil milhões de kwanzas (259,6 milhões de euros) desde 2016, escreve esta semana o jornal Expansão.
Segundo a publicação, o Banco Económico — que se constituiu assistente no processo-crime que começou a ser julgado em Lisboa em maio de 2025 e que tem como principais arguidos Álvaro Sobrinho, Ricardo Salgado e outros antigos administradores — pede uma indemnização superior a quatro mil milhões de euros.
De acordo com o Expansão, o banco já deverá ao BNA cerca de 81 milhões de euros relativos a operações de cedência de liquidez. Estas operações deveriam ser liquidadas no dia seguinte à sua concretização, segundo o regulamento do próprio supervisor angolano.
Ainda segundo o jornal, e com base no relatório do BNA relativo às operações de cedência de liquidez em 2025, o Banco Económico beneficiou de 82 mil milhões de kwanzas (cerca de 75 milhões de euros), tendo o valor líquido em dívida ascendido a 87,7 mil milhões de kwanzas (81 milhões de euros). O supervisor bancário registou imparidades sobre esse crédito no montante de 22 mil milhões de kwanzas (mais de 20 milhões de euros), o que, segundo o Expansão, significa que o banco central já considera irrecuperáveis cerca de 25% dos empréstimos concedidos ao ex-BESA no âmbito destas operações de liquidez.
O jornal acrescenta ainda que, em 2023, o valor registado pelo BNA como cedência de liquidez ao antigo BESA foi de 15,5 mil milhões de kwanzas (14,3 milhões de euros), tendo sido reconhecidas imparidades no valor de 10,2 mil milhões de kwanzas (9,4 milhões de euros).
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