2 min leitura
Bancos europeus aumentaram a sua exposição ao dólar
Dos 32% da exposição dos bancos em moeda estrangeira, 23% correspondem à moeda norte-americana
03 Nov 2025 - 16:47
2 min leitura
Foto: Pexels
Mais recentes
- Francisca Guedes de Oliveira: “A supervisão não existe para travar a inovação ou limitar o desenvolvimento”
- Autoridade da Concorrência da Turquia investiga empresas de auditoria, incluindo as unidades locais das ‘big four’
- Pierrakakis escreve a António Costa: “Finanças digitais são fundamentais para a soberania económica da Europa”
- CTT sondam consultoras para explorar opções para o Banco CTT, incluindo a possibilidade de venda
- Citi evacua escritórios no Dubai após ameaças iranianas
- BCE multa Nordea Finance em 2,2 milhões de euros
Foto: Pexels
A Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou nesta segunda-feira um relatório sobre os ativos e passivos dos bancos da União Europeia em moeda estrangeira, no qual se constata que as instituições financeiras aumentaram a sua dependência face ao dólar americano.
De acordo com o relatório, os bancos da UE/EEE (União Europeia e Espaço Económico Europeu) detêm atualmente cerca de 32% das suas exposições em moeda estrangeira e obtêm 21,1% do seu financiamento total em divisas estrangeiras.
Esta percentagem representa uma tendência de subida desde dezembro de 2023.
Do total, o financiamento em dólares americanos corresponde a 23% das exposições totais e 13,1% do financiamento total, um aumento face aos 19,3% e 12,4%, respetivamente, registados em dezembro de 2023.
Os bancos em todo o mundo mantêm uma exposição significativa ao dólar nos seus balanços, o que os torna vulneráveis a potenciais choques de financiamento.
Os receios em torno do financiamento em dólares aumentaram desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma série de tarifas comerciais e começou a pressionar o Federal Reserve no início deste ano.
Essa situação levou alguns responsáveis de bancos centrais e autoridades de supervisão europeias a questionarem se ainda poderão contar com o Fed para fornecer financiamento em dólares em momentos de tensão nos mercados.
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou no mês passado que os bancos da zona euro poderão ficar sob pressão caso o financiamento em dólares venha a ser interrompido.
Segundo a EBA, o financiamento interbancário e de recompra sem garantia representa mais de 75% do financiamento denominado em moedas estrangeiras.
Até dezembro de 2024, a participação do financiamento em dólares americanos aumentou sobretudo nos financiamentos de recompra e de atacado sem garantia, atingindo 28% e 18,3%, respetivamente.
Os dados de reporte individual revelam uma menor dependência do financiamento em dólares nas operações de recompra, ABS (instrumentos financeiros utilizados pelos bancos para transformar ativos em títulos negociáveis no mercado) e financiamento a retalho. Isto indica que os bancos da UE/EEE recorrem às suas subsidiárias para obter financiamento de recompra e financiamento a retalho denominados em moedas estrangeiras.
Mais recentes
- Francisca Guedes de Oliveira: “A supervisão não existe para travar a inovação ou limitar o desenvolvimento”
- Autoridade da Concorrência da Turquia investiga empresas de auditoria, incluindo as unidades locais das ‘big four’
- Pierrakakis escreve a António Costa: “Finanças digitais são fundamentais para a soberania económica da Europa”
- CTT sondam consultoras para explorar opções para o Banco CTT, incluindo a possibilidade de venda
- Citi evacua escritórios no Dubai após ameaças iranianas
- BCE multa Nordea Finance em 2,2 milhões de euros