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Bancos suíços estudam alternativas para contornar as taxas zero do Banco Central
Aumento do custo dos empréstimos hipotecários será uma consequência imediata.
14 Jul 2025 - 14:33
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Banco Nacional Suíço SNB Sede em Berna | Foto: Wikipedia
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Banco Nacional Suíço SNB Sede em Berna | Foto: Wikipedia
Os bancos suíços procuram alternativas de negócio para aumentar a sua rentabilidade, de forma a contornar a decisão do banco central de reduzir para zero as suas taxas de referência, noticiou esta segunda-feira a agência Reuters.
A decisão tomada em junho pelo Banco Nacional Suíço, de cortar para zero a taxa de referência, fez com que os custos dos empréstimos bancários descessem para os níveis mais baixos entre as principais economias mundiais. A título de comparação, a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE) está atualmente nos 2%.
Em dezembro de 2024, o Banco Nacional Suíço reduziu a taxa de referência de 1% para 0,5%, surpreendendo os analistas que apenas esperavam um corte de 25 pontos base. Já este ano, em março, voltou a reduzi-la em mais 25 pontos base e, em junho, fixou a taxa de referência em zero, uma vez que a inflação registava valores negativos desde março.
Na sequência destas duas reduções das taxas de juro, os bancos poderão ver o seu rendimento líquido de juros cair cerca de 660 milhões de francos suíços (780 milhões de euros) este ano, estima Daniel Geissmann, da consultora bancária Zeb. Em 2024, os bancos ganharam cerca de 20 mil milhões de francos (21,4 mil milhões de euros) com este tipo de operações.
Relutantes em transferir os custos para os depositantes através de taxas negativas, os bancos terão de compensar as receitas perdidas noutras áreas, para protegerem os seus lucros.
Martin Hess, economista-chefe da Associação Suíça de Banqueiros (SBA), afirmou que o crédito poderá tornar-se mais caro, uma vez que os bancos terão de recorrer a fontes de financiamento mais onerosas, como instrumentos do mercado de capitais, em vez de dependerem dos depósitos.
“Em última análise, isso será transferido para a economia real e para os clientes”, disse, apontando para o provável aumento dos custos das hipotecas.
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