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Banco de Portugal está a preparar comparador de remuneração de depósitos

A informação foi avançada pela administradora do Banco de Portugal, Francisca Guedes de Oliveira, no parlamento. Iniciativa vai ao encontro de uma recomendação da AdC.

22 Jul 2026 - 16:27

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Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal

Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal

A administradora do Banco de Portugal (BdP), Francisca Guedes de Oliveira, disse nesta quarta-feira no parlamento que o banco central está a trabalhar num comparador de produtos de poupança, incluindo as remunerações dos depósitos, para ajudar os clientes a escolher. Atualmente, no Portal do Cliente Bancário do BdP já existe uma ferramenta que permite aos consumidores comparar as comissões dos serviços associados às contas de pagamento (como os custos com a manutenção de conta, disponibilização de cartões de débito e de crédito, levantamentos em numerário e transferências).

Hoje, na comissão de orçamento e finanças, questionada sobre as baixas remunerações dos depósitos em Portugal, Francisca Guedes de Oliveira disse que o Banco de Portugal está a trabalhar num comparador de produtos de poupança. A Autoridade da Concorrência (AdC) propõe que o BdP pondere “o alargamento do âmbito do ‘comparador de comissões’ no sentido de incluir produtos de poupança”.

Esta foi uma das recomendações feitas, nesta semana, ao BdP pelo regulador da concorrência, que apelou à criação de um comparador das taxas de remuneração dos depósitos pagas pelos bancos, para incentivar a mobilidade dos clientes entre as instituições financeiras e melhorar a concorrência.

A sugestão faz parte da versão final do estudo da AdC “Mobilidade dos consumidores na banca a retalho em Portugal”, que inclui 17 recomendações dirigidas ao banco central e aos legisladores (Governo e deputados) para diminuir os custos de pesquisa e comparação dos produtos bancários (das contas de pagamento, dos créditos e dos depósitos).

No estudo, a AdC refere que “os depósitos são a principal fonte de financiamento dos bancos e o principal instrumento de poupança das famílias e das empresas”, notando que, em Portugal, a remuneração dos depósitos a prazo está “em níveis inferiores à média ponderada da zona euro”, e sublinhando que “a concorrência induz” os bancos a oferecer taxas mais elevadas.

Segundo os últimos dados disponíveis, a remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro. Em maio, Portugal foi o sexto país com a taxa mais baixa da zona euro.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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