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Bank Millennium reporta aumento de lucro para 283,7 milhões de euros
O Bank Millennium continua a reportar elevados custos com créditos hipotecários denominados em francos suíços, que têm prejudicado os seus resultados.
09 Fev 2026 - 10:38
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João Brás Jorge, presidente do Bank Millennium na Polónia | Foto: Millennium bcp
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João Brás Jorge, presidente do Bank Millennium na Polónia | Foto: Millennium bcp
O Bank Millennium – banco polaco onde o Millennium BCP tem uma posição maioritária – fechou o ano de 2025 com um lucro de 283,7 milhões de euros, um aumento de 67% face ao ano anterior, na moeda local. A instituição continua a arcar com custos elevados relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços, que mantêm os resultados do banco “condicionados”.
Os encargos mencionados dizem respeito, em particular, às provisões para o risco legal destes créditos, explica o BCP em comunicado ao mercado, que ascenderam, em 2025, a 425,2 milhões. Este valor exclui custos relacionados com a carteira de créditos hipotecários em francos suíços do Euro Bank, informa a empresa. No total, os créditos hipotecários denominados em francos suíços tiveram um custo antes de impostos de 502,4 milhões, 34% menos do que em 2024.
O BCP acrescenta que a contribuição sobre o setor bancário também condicionou os resultados do banco polaco, tendo representado uma despesa de 95,8 milhões. Os encargos operacionais do Bank Millennium foram 605,9 milhões no ano passado, um aumento de 13% em comparação com 2024.
Já no que diz respeito às receitas, estas totalizaram 1,64 mil milhões de euros, uma subida de 6% face a 2024. A margem financeira cresceu 4% para 1,36 mil milhões e a receita líquida de comissões manteve-se estável em 183,7 milhões.
O banco reportou um rácio de eficiência de 36,9%, uma deterioração de 2,4 pontos percentuais (pp). O ROE foi de 14,3%, acima dos 9,8% de 2024.
Já o rácio CET1 era, no final de dezembro, 13,7%, com o rácio de capital total a fixar-se em 15,1%. Estes rácios, alerta o BCP, não englobam os resultados do segundo semestre de 2025, por carecerem de aprovação do regulador. O banco adianta, contudo, que vão ter um impacto positivo de 1,3 pp nos rácios de capital.
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