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BCE alerta para risco de aumento substancial da inflação com conflito no Médio Oriente
Economista-chefe do BCE sublinha que escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE.
03 Mar 2026 - 09:58
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Philip R Lane, economista chefe do BCE | Foto: BCE
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Philip R Lane, economista chefe do BCE | Foto: BCE
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro. Numa entrevista ao Financial Times, Philip Lane lembrou que a possibilidade de uma escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE, cujas análises anteriores apontam para um “aumento substancial da inflação impulsionado pela energia” e uma forte queda na produção se um conflito provocasse uma queda persistente no fornecimento energético.
Além disso, para o economista irlandês, o impacto seria amplificado se a situação também levasse a uma reavaliação do risco nos mercados financeiros. No caso da zona euro, Philip Lane reconheceu que um aumento dos preços da energia exerce “pressão ascendente sobre a inflação”, especialmente a curto prazo, sendo que um conflito destas características seria negativo para a atividade económica. De qualquer forma, o economista-chefe sublinhou que o impacto e as implicações para a inflação a médio prazo dependem da magnitude e da duração do conflito, pelo que o BCE acompanhará de perto a evolução da situação.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas. Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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