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BCE deve manter juros nos 2% durante 2026
Painel de economistas consultados pela Reuters diz que não existem razões para mexer nas taxas e que a inflação está controlada.
10 Dez 2025 - 15:37
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Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
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Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter as taxas de juro inalteradas em 18 de dezembro e mantê-las nesse patamar durante todo o próximo ano, de acordo com a maioria dos economistas consultados pela Reuters, uma vez que se espera que a inflação permaneça controlada e a economia resiliente.
A inflação na zona euro subiu para 2,2% em novembro, face aos 2,1% registados em outubro, mas mantém-se bem ancorada em torno da meta de 2% do BCE ao longo deste ano. A economia também cresceu, em média, cerca de 1,5% nos últimos dois trimestres, o que sugere que o banco central não tem motivos urgentes para ajustar as taxas de juro.
Os membros do Conselho do BCE que se pronunciaram recentemente apoiaram esta visão, não se prevendo mudanças no curto prazo.
O BCE reduziu as suas taxas de juro diretoras em dois pontos percentuais no ano até junho e manteve-as estáveis desde então.
Todos os 96 economistas consultados pela Reuters entre 5 e 10 de dezembro afirmaram que o BCE manterá a taxa de depósito em 2% na próxima semana.
Cerca de 80% dos economistas disseram que as taxas permaneceriam inalteradas até meados de 2026. Quase 75% mantêm essa opinião até ao final de 2026, um aumento face aos cerca de dois terços registados no inquérito do mês passado.
“A economia tem-se mostrado mais resiliente do que esperávamos e, se analisarmos a inflação, acho que o BCE não tem realmente motivos para ajustar as taxas em dezembro ou nas próximas reuniões, já que estamos praticamente dentro da meta”, disse Bas van Geffen, analista sénior do Rabobank.
“Não excluo novos cortes nas taxas de juro, mas isso teria de resultar de um choque negativo considerável e não seria apenas um corte… por agora, os riscos ainda estão um pouco inclinados para o lado negativo”, acrescentou.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou na quarta-feira que a resiliência inesperada da economia face à incerteza e às tensões comerciais poderá levar o banco central a rever em alta as suas projeções de crescimento em dezembro, mas acrescentou que a política monetária se encontra num “bom momento”.
Com dados de crescimento e inflação surpreendentemente positivos, os contratos futuros de taxas de juro praticamente eliminaram qualquer expectativa de novas medidas de flexibilização monetária, pelo menos até meados de 2026.
A inflação, atualmente em 2,2%, deverá cair para 2,1% neste trimestre e para 1,7% no primeiro trimestre de 2026, ficando abaixo da meta de 2% do BCE até 2026, de acordo com a mediana das previsões dos economistas consultados.
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