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Lagarde vê inflação nos 2% nos próximos meses
Presidente do Banco Central Europeu (BCE) dá sinais de que os juros ficarão inalterados na última reunião do ano.
03 Dez 2025 - 15:24
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Fonte: BCE
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Fonte: BCE
Christine Lagarde esteve nesta quarta-feira em Bruxelas para falar na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, onde referiu que a “inflação permanece próxima da nossa meta de médio prazo de 2%”, acrescentando que “de acordo com a estimativa preliminar do Eurostat, a inflação subiu ligeiramente para 2,2% em novembro, principalmente devido à maior inflação nos setores dos serviços e da energia. A inflação subjacente – excluindo energia e alimentos – manteve-se constante em 2,4%. Os indicadores de inflação subjacente permanecem consistentes com a nossa meta de médio prazo de 2%”.
Estas palavras da presidente do Banco Central Europeu (BCE) deixam antever a manutenção das taxas de juro na última reunião do ano, que se realizará nos dias 17 e 18 de dezembro. A ser assim, a taxa de 2% deverá permanecer inalterada pela quarta vez consecutiva.
Segundo Lagarde, “a redução da inflação em direção à nossa meta de médio prazo foi sustentada por uma moderação gradual no crescimento salarial, que passou de um pico de 5,7% no segundo trimestre de 2023 para 3,9% no mesmo trimestre deste ano. Indicadores prospetivos, como a monitorização salarial do BCE e inquéritos sobre expectativas salariais, apontam para um crescimento salarial mais lento no restante do ano e no primeiro semestre de 2026”.
A responsável referiu ainda que a economia cresceu 0,2% no terceiro trimestre do ano, impulsionada pela forte procura interna. “O setor dos serviços continuou a crescer, beneficiado pelo turismo e pela retoma dos serviços digitais, com muitas empresas a intensificar os esforços para modernizar as suas infraestruturas de TI e integrar inteligência artificial (IA) nas suas operações. Em contrapartida, os setores da indústria transformadora e das exportações foram afetados por tarifas mais altas, incerteza ainda elevada e um euro mais forte”.
Quanto ao futuro, a presidente do BCE afirma que o crescimento económico beneficiará “do aumento do consumo das famílias e de um mercado de trabalho resiliente e mais inclusivo – com a maior taxa de participação na força de trabalho desde o início da zona euro. Espera-se também que gastos substanciais em infraestruturas e defesa impulsionem a atividade económica. O cenário global provavelmente continuará a representar um obstáculo, à medida que o impacto das tarifas mais altas sobre as exportações da zona euro condiciona o investimento naqueles setores”.
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