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BCE pode considerar que UniCredit detém controlo do Commerzbank face a resultado da OPA
Segundo o UniCredit, considerando todas as ações e instrumentos, a sua posição ascende a 44,33%. Orcel não pretendia controlo do Commerzbank por não querer arcar com custos de capital.
23 Jun 2026 - 15:27
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Andrea Orcel CEO do UniCredit | Foto UniCredit
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Andrea Orcel CEO do UniCredit | Foto UniCredit
O UniCredit pode estar em vias de tornar um objetivo que parecia concretizado numa situação que pretendia evitar. O CEO do banco italiano, Andrea Orcel, admitiu nesta terça-feira que, face ao resultado da Oferta Pública de Aquisição (OPA), o Banco Central Europeu (BCE) pode vir a considerar que a instituição detém o controlo do Commerzbank.
Orcel, citado pela Reuters, reconhece que esta é uma probabilidade maior do que inicialmente esperado. Recorde-se que o CEO deixou claro desde o lançamento da oferta que não pretendia tomar controlo do rival alemão, mas sim superar a fasquia dos 30% de capital.
De acordo com os dados revelados pelo UniCredit – que foram sendo contestados pelo Commerzbank ao longo das últimas semanas – a OPA teve uma aceitação de 12,51%. Em comunicado, o banco esclarece que este valor acrescido dos 26,77% já detidos diretamente, bem como os instrumentos na posse do banco que equivalem a 3,22% e as ações de tesouraria que pretende redimir, a posição global ascende a 44,33%.
Mais ainda, a OPA ainda não terminou por completo. Apesar do final do período regular, está agora em curso o período de aceitação adicional, que se estende até dia 3 de julho. O resultado final será conhecido no dia 8 de julho.
Assim, existe ainda a possibilidade de o UniCredit atingir os 50% mais uma ação do Commerzbank, o que lhe confere objetivamente controlo do banco. Contudo, esta realidade pode chegar mesmo que tais valores não sejam alcançados, se o BCE assim o decretar.
Orcel esclareceu no passado que o banco pretendia apenas uma posição acima dos 30% pois esta garantia um retorno sobre o investimento atrativo para o UniCredit. Contudo, afastava a pretensão de controlo ou de uma posição demasiado elevada, justificando que esta trazia custos de capital que impediam o retorno referido.
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