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Belga KBC a considerar aquisição do neerlandês ABN Amro
O KBC já fez aquisições este ano e analistas acreditam que esta o colocaria no top 10 europeu. O ABN Amro teve valorização de 75% este ano, com o Estado a reduzir a sua posição de forma acentuada.
22 Set 2025 - 18:36
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Fotos: wikimedia e ABN
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Fotos: wikimedia e ABN
O segundo maior banco da Bélgica, em ativos, o KBC, está a estudar a aquisição do rival neerlandês ABN Amro, segundo reportou, nesta segunda-feira, a Bloomberg, citando pessoas conhecedoras do assunto. O banco belga já mostrou neste ano a vontade de expandir com aquisições, tendo mesmo chegado a acordo para comprar o 365.bank, na Eslováquia, por 761 milhões, em maio.
Segundo explicam as fontes à Bloomberg, o banco ainda está numa fase inicial de consideração, com o debate interno a decorrer sobre as vantagens e desvantagens da compra. Ainda é incerto se o negócio vai avançar ou não, atentam.
“Estamos continuamente a monitorizar o mercado para identificar oportunidades que reforcem os nossos objetivos estratégicos e estamos empenhados em prosseguir um crescimento financeiramente sólido e sustentável”, declarou fonte oficial do KBC à Bloomberg. Do lado do ABN Amro, este não quis comentar o caso.
Os analistas consultados pela Bloomberg consideram que esta é uma “perspetiva realista” e que colocaria o banco belga no top 10 europeu, com um valor de mercado superior a 60 mil milhões de euros. Os analistas estimam que as sinergias com custos sejam elevadas, mas alertam que o KBC pode encontrar concorrência, especialmente do BNP Paribas, devido ao seu “apetite por fusões e aquisições e alta quota de mercado em mercados próximos”.
Estado tem vindo a reduzir peso no ABN Amro
O ABN Amro conta com uma valorização em mercado de 75% desde o início do ano, tendo terminado esta segunda-feira a crescer 3,3%, colocando o valor da empresa em 22,2 mil milhões de euros. Já o KBC viu as ações descer 0,9%, ficando avaliado em 41,5 mil milhões.
O banco neerlandês tem vindo a assistir a uma redução da participação do seu maior acionista, o Estado, nos últimos meses. O Governo reduziu a sua posição para cerca de 30% em maio e, no início de setembro, para perto de 20%. Não se adivinham novas vendas nos próximos tempos dado o aproximar das eleições legislativas nos Países Baixos em outubro, fruto do colapso da coligação de governo.
O ABN Amro foi resgatado em 2008, durante a crise financeira, com o Estado a gastar perto de 22 mil milhões de euros para este fim. Em 2015, o banco entrou na bolsa, altura desde a qual o peso da esfera pública tem vindo a diminuir. Numa entrevista à Bloomberg Television, o ministro das Finanças dos Países Baixos afirmou que é “agnóstico” sobre quem compra as ações do banco.
O mercado de fusões bancárias na Europa tem estado mexido nos últimos meses. Em junho, o Groupe BPCE anunciou a compra do Novo Banco. O Erste Group, da Áustria, adquiriu uma posição maioritária na unidade polaca do Santander, que, por sua vez, comprou o TSB, no Reino Unido, ao Banco Sabadell. Banco este que está a tentar por tudo escapar à Oferta Pública de Aquisição (OPA) do BBVA, que foi atualizada nesta segunda-feira.
No campo das OPA, o domínio é italiano. A maior, do UniCredit sobre o Banco BPM, caiu por terra em julho. Já o BPER conseguiu uma posição maioritária no BP Sondrio. O Mediobanca viu-se adquirido pelo rival mais pequeno Monte dei Paschi di Siena, cuja reabertura da OPA terminou nesta segunda-feira, tendo o comprador conseguido atingir 86,33% das ações, de acordo com a informação disponibilizada no site da Borsa Italiana.
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