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Bison Bank mantém objetivo de lançar stablecoin até junho

O CEO, António Henriques, anunciou o lançamento de um novo produto de advisory baseado em Inteligência Artificial.

15 Abr 2026 - 12:08

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Comissão Executiva do Bison Bank/Foto: Bison Bank

Comissão Executiva do Bison Bank/Foto: Bison Bank

O Bison Bank mantém o seu objetivo de lançar a primeira stablecoin no mercado português, indexada ao euro, até ao próximo mês de junho. Na apresentação dos resultados de 2025 que decorreu nesta quarta-feira — com um lucro líquido corrente de 4,8 milhões de euros, que sobe para 8,8 milhões se incluirmos o impacto dos ativos por impostos diferidos — António Henriques, CEO da instituição, explicou que o “processo está a percorrer todos os passos necessários em termos processuais e técnicos e mantemos a data-limite de 30 de junho para o lançamento da nossa stablecoin”.

O responsável referiu ainda que “a nossa visão estratégica para os ativos digitais não se alterou. Quisemos iniciar esse tipo de negócio fora do banco, através da Bison Digital Assets; isso foi uma opção estratégica”.

Está agora em fase de conclusão o processo de integração dessa sociedade no banco, sendo o objetivo que o Bison seja certificado como prestador de serviços de ativos digitais ao abrigo do regulamento MiCA, o que deverá acontecer até ao final do primeiro semestre do ano.

Em termos de regulação dos ativos digitais, António Henriques defende a centralização da supervisão europeia numa única entidade: “A regulação é muito importante e a União Europeia está a fazer um trabalho extraordinário no domínio da supervisão. É positivo avançarmos para um modelo de supervisão único; o que não pode acontecer é uma inversão dessa tendência”.

No negócio de ativos digitais, ainda a cargo da Bison Digital Assets, a instituição conta com 275 clientes institucionais e individuais de elevado património e 165 milhões de euros de volume transacionado. Em termos de resultados, atingiu 220 mil euros ao fim de três anos de operação.

António Henriques revelou ainda que, este ano, o Bison irá avançar com a tokenização de ativos reais, nomeadamente imobiliário e fundos de investimento imobiliário.

O CEO adiantou que a instituição tem 6.943 clientes de 130 nacionalidades diferentes, “embora a nossa principal geografia sejam os Estados Unidos”. Perante o atual panorama geopolítico, António Henriques afirmou que “os EUA estão a deslocar muitos dos seus cidadãos para outras geografias, incluindo Portugal, embora esse processo já tenha começado muito antes do conflito no Médio Oriente”.

“Existem dois tipos de clientes não residentes: aqueles que pretendem deslocar-se fisicamente para Portugal e aqueles que continuam a residir nos EUA, mas procuram um plano B, transferindo parte do seu património para ser gerido no nosso país”, acrescentou.

Foram ainda anunciadas duas novidades pelo Bison Bank. A primeira é o lançamento de um novo produto de advisory, desenvolvido com recurso a Inteligência Artificial (IA), que visa proporcionar aos clientes uma visão integrada das suas aplicações e do seu património, bem como dos potenciais desenvolvimentos mais adequados. O produto deverá estar disponível até ao final de junho.

A segunda novidade é a primeira distribuição de dividendos ao acionista, no valor de 750 mil euros.

O banco procedeu ainda a uma reorganização do seu balanço, tendo em conta a acumulação de resultados negativos transitados desde 2018. Em 31 de março, foi decidida a absorção das perdas acumuladas e a realização de um aumento de capital de 6,7 milhões de euros. O capital social do banco é agora de 50 milhões de euros e o capital próprio de 54 milhões.

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