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BNA vende 105 milhões de dólares a companhias aéreas para regularizar pendentes
O BNA sublinha que estas vendas foram de "caráter excecional", visando assegurar a regularidade das operações das companhias aéreas.
06 Mai 2026 - 14:15
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O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu divisas a companhias aéreas no valor de 105 milhões de dólares (90 milhões de euros) desde o início do ano, para regularizar operações pendentes do setor, segundo um comunicado do banco central. O BNA precisa que as operações realizadas no decorrer de 2026 totalizaram 105.432.570,34 dólares (cerca de 90 milhões de euros), com particular destaque para o mês de abril, período em que procedeu à venda de 94.471.789,04 dólares (cerca de 80,6 milhões de euros), correspondente à totalidade das operações pendentes do setor reportadas pelos bancos comerciais.
O regulador sublinha que estas vendas foram de “caráter excecional”, visando assegurar a regularidade das operações das companhias aéreas, com impacto direto na conectividade internacional e no normal funcionamento do transporte aéreo.
O BNA acrescenta que, além das suas intervenções diretas, as companhias aéreas têm igualmente beneficiado da disponibilização de divisas através dos bancos comerciais, assegurando o acesso à moeda estrangeira de forma complementar entre o banco central e a banca comercial.
Em outubro de 2025, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) admitiu que as companhias aéreas internacionais que operam em Angola continuam com dificuldades em repatriar os seus lucros, segundo declarações da administradora para a Área de Regulação da ANAC, Neusa Lopes, no conselho consultivo da autoridade. A responsável salientou que as alterações cambiais “têm um grande impacto no setor da aviação civil”, sobretudo porque o país não fabrica peças ou componentes aeronáuticos, adquiridos apenas em divisas, e que os operadores enfrentam dificuldades no acesso ao financiamento bancário.
Mais recentemente, a Turkish Airlines anunciou a suspensão temporária das suas operações para Luanda, desde maio até setembro de 2026. O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, afastou explicações relacionadas com a falta de divisas e atribuiu a decisão ao impacto da guerra no Médio Oriente nos preços do combustível de aviação.
Em Angola, o preço do Jet A1 disparou 102% entre março e abril de 2026.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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