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Crédito ao consumo aumenta em março para valor mais alto de sempre
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, mais 24,1% do que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161 983.
06 Mai 2026 - 14:49
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Foto: Adobe Stock/alexmak
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Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161 983, divulgou nesta quarta-feira o Banco de Portugal. As informações divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.
No último mês do primeiro trimestre foram, assim, contratados mais 175,2 milhões de euros face a fevereiro, quando foram feitos mais 27 153 contratos.
Este é o valor total mais alto desde o início da série, em 2013, quer para o número, quer para o montante de novos créditos, superando o agora segundo valor mais alto, alcançado em outubro de 2025 (853,1 milhões de euros em 157 216 contratos).
Em março, o crédito renovável totalizou 79 470 novos contratos de crédito, tendo sido a mais expressiva nesta métrica, tendo acumulado 133,3 milhões de euros.
O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 11,8%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, atingiu 14,6% no crédito pessoal e para 3,8% no crédito renovável e para 12,1% no crédito automóvel.
No caso do crédito automóvel, foram celebrados 22 362 contratos, num montante de 360,7 milhões de euros, que compara com 18 031 contratos e 287,6 milhões de euros no mesmo mês do ano passado. No crédito pessoal, houve a contratação de mais 13 886 contratos em março deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 85,6 milhões de euros, para 450 milhões de euros no mesmo período.
Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito – como comissões e impostos.
O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 17,9%, à frente do custo com crédito pessoal (11,9%) e automóvel (10,2%).
O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em março metade teve um valor contratado igual ou superior a 14 755 euros, contra 5 000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.
A duração média da contratação na compra de automóveis foi de 7,3 anos, sendo que o prazo mais curto foi para a compra de carros novos (6,3 anos, contra 7,7 anos em usados).
O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,9% em março de 2026. No final de março havia 6,41 milhões de contratos vivos, num montante de 24,57 mil milhões de euros.
A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4,2 mil milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10,73 mil milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9,64 mil milhões de euros.
Em março, 79,8% do montante em novos contratos para crédito pessoal foi feito junto de intermediários de crédito, enquanto no crédito renovável estes agentes foram responsáveis por 45% e no crédito pessoal 18,5%.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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