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BNP Paribas reforça parceria com a Mistral para combater ameaças de IA
O CIO do BNP Paribas nota que o grande desafio para as equipas de cibersegurança prende-se com a resolução de várias vulnerabilidades em paralelo.
26 Mai 2026 - 15:14
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Foto BPN Paribas
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O BNP Paribas anunciou, em conjunto com a ‘startup’ Mistral, uma expansão da parceria entre as duas empresas para reforçar a resiliência do banco a ameaças relacionadas com Inteligência Artificial, nomeadamente devido ao Mythos da Anthropic.
Vários bancos europeus já demonstraram a sua preocupação com a possibilidade de ficarem atrás dos pares americanos no acesso a modelos de IA focados em cibersegurança. Esta divergência pode criar falhas operacionais e de resiliência, lembra a Reuters. Citado pela agência de notícias, o CIO do BNP Paribas, Marc Camus, considera que há uma mudança estrutural para as equipas de cibersegurança devido à escala e velocidade com que os sistemas de IA conseguem identificar falhas.
“O ‘game changer’ é a velocidade a que conseguimos resolver as vulberabilidades e a escala. São muitas a serem descobertas de uma só vez”, reiterou Camus.
O diretor global de Soluções da Mistral, Corentin Petit, na mesma conferência de imprensa, indicou que a empresa se vai focar em ‘benchmarks’ relevantes para indústrias reguladas, como o setor bancário. “Vamos otimizar os ‘benchmarks’ que importam para os nossos clientes na indústria”, respondeu Corentin ao ser questionado sobre o Mythos, reporta a Reuters.
O BNP Paribas utiliza o Mistral para ferramentas internas e assistentes virtuais para clientes em França e Bélgica, revela a ‘chief transformation officer’ da divisão de retalho e consumo do banco francês, Sophie Heller. Já na área de banca de investimento, são usadas ferramentas para extração de documentos, análise de participações e recuperação de conhecimento interno para milhares de colaboradores, informa o ‘chief AI officer’ da unidade, Charles Holive.
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