3 min leitura
Portugueses preocupados com fenómenos climáticos extremos na compra de nova habitação
De acordo com o Observador Cetelem, para os portugueses, o vento assume o primeiro lugar das ameaças identificadas para as habitações. Apenas 62% dos portugueses consideram que as suas casas estão preparadas para enfrentar riscos climáticos.
16 Jul 2026 - 14:31
3 min leitura
Foto: Unsplash
Mais recentes
- GAFI lança alerta sobre lacunas regulatórias perante ativos virtuais cada vez mais complexos
- Revolut obtém autorização preliminar para prestar serviços de criptoativos nos EAU
- Portugueses preocupados com fenómenos climáticos extremos na compra de nova habitação
- Fusão da Veridas e da Fourthline para combater a fraude de identidade digital
- ‘Stock’ de ações cotadas sobe 600 milhões em junho
- Portugueses levantaram menos dinheiro na rede Multibanco
Foto: Unsplash
A preocupação com os fenómenos climáticos extremos já é um fator de influência na escolha de uma nova habitação para 87% dos portugueses. Fenómenos como tempestades, rajadas de vento e tornados são os riscos climáticos que mais preocupam os portugueses relativamente às suas habitações, seguidos das ondas de calor.
De acordo com o Observador Cetelem, divulgado nesta quinta-feira, para os portugueses, o vento assume o primeiro lugar das ameaças identificadas, o que pode ser entendido como um reflexo do impacto das tempestades que marcaram o início do ano no país. Assim, Portugal distingue-se da média europeia, onde o calor surge como a principal preocupação (40%).
Ainda assim, o calor continua a ser uma preocupação dos portugueses, sendo apontado por 45% dos inquiridos como um risco para a habitação. Portugal posiciona-se entre os países europeus mais preocupados com este fenómeno, em linha com outros países do Sul da Europa, como França (51%) e Espanha (49%).
O frio surge ainda como a terceira principal preocupação (30%), seguido dos incêndios (20%) e das inundações (18%).
Apesar de 89% dos portugueses afirmarem que a sua habitação é confortável, apenas 62% consideram que as suas casas estão suficientemente preparadas para enfrentar riscos climáticos, um valor abaixo da média europeia, que ronda os 68%.
“A adaptação da habitação às alterações climáticas tornou-se uma preocupação concreta para os portugueses. Hoje, as casas já não são avaliadas apenas pelo conforto ou pela eficiência energética, mas também pela sua capacidade de responder a fenómenos como ondas de calor, tempestades ou outros eventos climáticos extremos. O desafio passa agora por acelerar a adaptação do parque habitacional a esta nova realidade”, afirma Hugo Lousada, diretor de Marketing, B2B & B2C do Cetelem.
O Observador Cetelem revela ainda que apenas 12% dos portugueses dizem estar totalmente satisfeitos com a preparação das suas casas para lidar com fenómenos climáticos extremos, um dos valores mais baixos entre os países da União Europeia e abaixo da média europeia (16%).
Além disso, 57% dos portugueses consideram estar expostos a dois ou mais riscos climáticos na sua habitação e cerca de três em cada dez inquiridos identificam três ou mais ameaças em simultâneo.
Ainda que 62% dos inquiridos considerem a sua casa confortável durante todo o ano, o inverno continua a representar um desafio para uma parte significativa da população. Segundo o Observatório Cetelem, quase um terço dos portugueses afirma que o frio é um problema na sua habitação.
As estações mais amenas, como a primavera (94%) e o verão (85%) são aquelas em que os portugueses se mostram mais satisfeitos com o conforto das suas casas, superando ligeiramente os valores registados na média europeia, de 92% na primavera e 83% no verão.
Mais recentes
- GAFI lança alerta sobre lacunas regulatórias perante ativos virtuais cada vez mais complexos
- Revolut obtém autorização preliminar para prestar serviços de criptoativos nos EAU
- Portugueses preocupados com fenómenos climáticos extremos na compra de nova habitação
- Fusão da Veridas e da Fourthline para combater a fraude de identidade digital
- ‘Stock’ de ações cotadas sobe 600 milhões em junho
- Portugueses levantaram menos dinheiro na rede Multibanco