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Bolsa de Lisboa prepara alternativa aos certificados de aforro
Novos instrumentos de dívida pública portuguesa são dirigidos aos pequenos investidores.
15 Nov 2024 - 12:31
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Os investidores individuais que queiram apostar na dívida pública portuguesa vão ter um novo instrumento alternativo aos certificados de aforro. A bolsa de Lisboa está a preparar novos derivados que servirão de base à oferta direcionada para o retalho, avança o Negócios na edição desta sexta-feira.
“Temos a intenção de lançar instrumentos dirigidos a retalho na área da dívida”, diz Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisbon, em declarações ao Negócios. “A Euronext acabou de lançar uma família de índices sobre o preço dos títulos do Estado de vários países, a partir dos dados do MTS [plataforma de ‘trading’ de dívida do grupo], nos quais se inclui a dívida portuguesa. O objetivo não é fazer o índice por fazer, é fazer o índice porque vai ser a base para lançar derivados futuros, opções, ETF, certificados, tendo estes índices como subjacentes”, refere ao jornal.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP também considera a possibilidade positiva. “Todas as plataformas que facilitem o acesso dos investidores de retalho ao mercado são positivas, porquanto promovem a liquidez e a maior participação do mercado de retalho na dívida soberana”, diz fonte oficial da agência contactada pelo jornal.
Tanto a bolsa como a agência que gere a dívida rejeitam que haja concorrência entre certificados e um novo produto com base em obrigações transacionadas em bolsa. “A plataforma da Euronext não é um ‘produto’ no mesmo sentido dos produtos ‘certificados de aforro’ (que é um produto não transacionável), pelo que não concorrem entre elas. Poderá eventualmente constituir-se um canal de distribuição adicional de certificados de aforro”, admite o IGCP.
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