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Bulgária torna-se no 21.º país a aderir ao euro em altura de crise política
Sobram agora seis países da União Europeia que ainda não aderiram ao euro.
02 Jan 2026 - 09:46
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A Bulgária tornou-se no 21.º país membro da zona euro, a 1 de janeiro, com a adoção oficial da moeda única, um marco histórico contestado pela população e que ocorre numa altura em que o país enfrenta instabilidade política. Até agora, a Zona Euro era composta por 20 países, que utilizam o euro como moeda oficial e participam nas decisões comuns de política monetária através do Banco Central Europeu (BCE), mas, com a entrada da Bulgária, a moeda única passa a ser usada por 21 Estados-membros.
Enquanto para a Zona Euro a entrada da Bulgária amplia o mercado interno, fortalece a estabilidade regional e envia um sinal de coesão comunitária num contexto geopolítico turbulento, para Sófia, abandonar o lev búlgaro significa passar a participar diretamente nas decisões do BCE e integrar plenamente os mecanismos de governação económica da moeda única.
“Trata-se de um marco histórico para o país e de uma oportunidade significativa para pessoas e empresas em toda a área do euro. […] Para a Bulgária, a adoção do euro ajudará a construir uma base mais sólida para o crescimento sustentável e a resiliência a longo prazo”, afirmou o BCE em comunicado. “A Bulgária terá uma visão, uma voz, um voto”, indicou a presidente do BCE, Christine Lagarde.
A adesão à área da moeda única é importante para o país da Europa Oriental, que entrou na União Europeia em 2007. Porém, devido às “dúvidas e preocupações” da população, o BCE já prometeu “trabalhar em estreita colaboração” com as autoridades búlgaras para facilitar a implementação. A taxa de conversão é de 1,95583 lev búlgaro equivalente a um euro.
A implementação ocorre numa altura de crise política na Bulgária, que dura há vários meses e se acentuou em meados de dezembro, quando o Governo liderado por Rosen Zhelyazkov, face a protestos massivos contra propostas orçamentais controversas e alegações de corrupção, desencadeou um novo processo para formar executivo ou convocar eleições antecipadas.
É neste clima de polarização que é adotado o euro no país, que, apesar de amplamente defendido pelo Governo búlgaro e por Bruxelas, tem enfrentado forte oposição popular e política.
Ao mesmo tempo, surgem preocupações com campanhas de desinformação alinhadas com a Rússia, dada a erosão da confiança pública nas instituições europeias e o aprofundamento das divisões sociais.
Com a adesão da Bulgária, restam apenas seis dos 27 países da UE fora da União Monetária, sendo eles a Suécia, Polónia, República Checa, Hungria, Roménia e Dinamarca.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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