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CEO do Grupo NatWest critica regras que obrigam a separar negócios de retalho e de investimento
Paul Thwaite considera as regras de ‘ringfencing’, particulares do Reino Unido, "redundantes" e confirma que o banco deverá voltar à propriedade privada em 2025.
03 Dez 2024 - 14:51
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Paul Thwaite CEO do Grupo NatWest | Foto LinkedIn
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Paul Thwaite CEO do Grupo NatWest | Foto LinkedIn
O CEO do banco britânico NatWest critica as regras de ‘ringfencing’ do Reino Unido, questionando a necessidade de instituições de crédito com depósitos acima de 35 biliões de libras (42 biliões de euros) separarem os seus negócios de retalho das divisões de banca de investimento.
Paul Thwaite falava nesta terça-feira na Global Banking Summit, cimeira organizada pelo Financial Times e pelo The Banker e que decorre até amanhã em Londres.
“O Reino Unido é o único país do mundo que tem ‘ringfencing’. Temos que perguntar porque há algo único no setor financeiro que exige isso”, questionou o banqueiro, segundo informa o The Banker. O CEO de um dos maiores bancos do Reino Unido apelidou ainda estas regras de “redundantes”.
Recorde-se que o ‘ringfencing’ foi introduzido para os bancos do Reino Unido em janeiro de 2019, como parte da resposta do governo à crise financeira global de 2008-09, com o objetivo de aumentar a estabilidade do sistema financeiro e proteger os bancos de retalho do Reino Unido de choques originados noutras partes das suas empresas e evitar que os custos de bancos falidos recaiam sobre os contribuintes.
Porém, os críticos destas regras referem que os custos de implementação fizeram com que os bancos limitassem o seu crescimento no Reino Unido para ficarem de fora do regime, sufocando a expansão competitiva e inibindo a inovação.
Na conferência, Thwaite acrescentou que ao terem mais flexibilidade com capital e liquidez os bancos podem atuar melhor “ao serviço dos clientes e do crescimento do país”.
De salientar que as regras de ‘ringfencing’ foram ajustadas no passado mês de outubro, aumentando o valor que os bancos podem reter em depósitos antes de terem que separar os seus negócios. Uma exclusão adicional foi aplicada para bancos focados no retalho, onde a atividade de banca de investimento responde por menos de 10 por cento do capital do grupo.
Thwaite confirmou ainda que o NatWest deverá voltar à propriedade privada em 2025. Isto depois que o governo ter assumido uma participação no grupo como parte de um resgate durante a crise financeira global. “É razoável esperar que, na ausência de um grande evento económico, voltaremos à propriedade privada no ano que vem, talvez já no primeiro semestre do ano”, disse Thwaite, segundo o The Banker.
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